Internet é arma para defesa do consumidor, alerta pesquisadora
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 15 de março de 2007 às 09h39
Atualizada em 15 de março de 2007 às 17h34
Brasília - Consumidor deve utilizar a web para pesquisar denúncias contra empresas, normalmente feitas pela própria população, diz Marta Caputo.
Uma ferramenta para que os consumidores possam obter informações sobre empresas ou produtos é a internet. Nela, é possível acompanhar a trajetória de cada empresa e até formar mobilizações pró ou contra organizações. A rede tem, por exemplo, diversas manifestações contra empresas que fazem experiências com animais, como a indústria de cosméticos, ou produtos que contém transgênicos.
“A internet tem um papel fundamental nas mobilizações, porque, com ela, podem ser disseminadas informações que não aparecem na mídia tradicional”, afirma a pesquisadora Marta Caputo, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
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Segundo a pesquisadora, que também é mestranda em comunicação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), o consumidor deve utilizar a internet para pesquisar denúncias contra empresas, normalmente feitas pela própria população. Marta Caputo alerta, no entanto, que o internauta deve sempre procurar fontes confiáveis e, se possível, entrar em contato com quem faz a denúncia.
“Não podemos correr o risco de acreditar em uma falsa acusação. Por isso, é importante também ter um espírito investigativo para verificar a autenticidade das acusações”, afirma a pesquisadora, lembrando que a internet também é uma grande fonte disseminadora de boatos.
Em um estudo denominado “Boicote e Consumo Crítico: Práticas para o exercício da cidadania”, Marta Caputo afirma que, após o surgimento da internet, comunidades virtuais vêm se organizando, em todo o mundo, em torno dos mais diversos interesses.
“Movimentos ativistas, das mais diversas naturezas, utilizam-se desse veículo para distribuir seus manifestos, disseminar suas idéias, organizar passeatas, cadastrar militantes, simpatizantes e voluntários, no sentido de se fazerem ouvir em suas reivindicações, aspirações e opiniões”, avalia.
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