Banda larga tem queda de 8% nos preços, mas está longe da classe C

Daniela Braun editora do IDG Now!
28 de fevereiro - 15h39 - Atualizada em 15 de março - 13h04
São Paulo - Embora redução chegue a 12% em planos mais rápidos, banda larga ainda demanda redução tributária, diz presidente da Cisco.

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A concorrência entre telcos e operadoras de TV por assinatura, os incentivos fiscais que colaboraram para a entrada de 2 milhões novos usuários de PCs no País, e a oferta de pacotes espefícicos para pequenas empresas e profissionais liberais levaram a uma queda média de 8% nos preços de pacotes de acesso rápido em 2006.

Os dados divulgados nesta quarta-feira (28/02) pela quarta edição da pesquisa Barômetro Cisco de Banda Larga, mostram que tanto os planos de acesso de 128 kilobits por segundo (Kbps) a 256 Kbps como os de velocidades de 256 Kbps a 512 Kbps tiveram reduções de 4% nos valores médios dos pacotes, que podem variar de cerca de 60 reais a 70 reais.

A maior queda de preços (12%) ocorreu nos planos de acesso de 512 Mbps e 1 Megabit por segundo (Mbps), oferecidos atualmente a uma média de 120 reais. Os planos de 1 Mbps a 2 Mbps passaram a custar pouco menos de 150 reais apresentando uma queda de 10% nos preços. Já os planos com velocidade de 2 Mbps a 8 Mbps tiveram uma redução média de 8% sendo oferecidos a menos de 200 reais, informa o estudo.

Segundo Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC Brasil, a redução mais expressiva nos preços de pacotes mais velozes confirma a intenção das operadoras de deslocarem clientes para faixas de transmisão maiores, mas não aproxima a classe C do acesso rápido à internet. "É preciso criar uma consciência de que a banda larga é tão importante como outros serviços de infra-estrutura no País."

A expansão das redes de telefonia e cabo - que hoje cobrem apenas 600 dos 5.500 municípios brasileiros -, bem como a redução da carga tributária para os serviços de banda larga, são os dois pontos cruciais para a  popularização do acesso rápido no Brasil, avalia Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil.


"Enquanto temos banda larga em 10% das residências do Brasil, a Coréia do Sul, que é nosso benchmark em banda larga, tem 70%", compara.

"Na Classe C, a banda larga concorre com itens como alimentação e saúde", observa Ripper. A redução efetiva do preço do acesso rápido depende de políticas públicas de incentivo, redução da carga tributária e mudanças na Lei Geral de Telecomunicações, sugere o executivo lembrado que a meta da pesquisa trimestral da Cisco é que o Brasil atinja 10 milhões de conexões em banda larga em 2010.

"Com o cenário atual chegaríamos à meta? Acredito que não", afirma.