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19 de setembro de 2009
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Em carta aberta, Jobs propõe descartar DRM se gravadoras concordarem

Por Jim Dalrymple, para o IDG Now!*

Publicada em 07 de fevereiro de 2007 às 14h35

São Francisco - Fundador da Apple publica manifesto em que condena uso de DRM na venda de canções no iTunes e pede que público pressione gravadoras.

A Apple desistiria da tecnologia DRM integrada à música vendida na loja iTumes Music Store se gravadoras permitirem, afirmou o CEO da Apple, Steve Jobs, em um comunicado online no site da Apple.

Jobs também pediu que pessoas insatisfeitas com o DRM - particularmente reguladores europeus que querem que a Apple abra seu DRM FairPLay para competidores - pressionem gravadoras para vender música sem o sistema de controle de cópias.

"Caso as quatro grandes companhias licenciem à Apple suas músicas sem a exigência de DRM, mudaríamos para um modelo de venda de música sem DRM no iTunes", escreveu Jobs em um comunicado chamado "Pensamento sobre música" (tradução livre para "Thoughts on Music"). "Cada iPod fabricado pode executar músicas sem DRM".

Os comentários de Jobs chegam ao mesmo tempo em que consumidores e países europeus pressionam a Apple para o fim do DRM em canções do iTunes. Atualmente, arquivos comprados na loja podem ser executados apenas na linha iPod.

Em sua carta aberta, Jobs diz que criar um sistema DRM foi necessário para que as grandes gravadoras concordassem em vender músicas pela loja online da Apple.

O FairPlay, da companhia, permite que usuários toque música protegidas em até cinco computadores e num número limitado de iPods, enquanto a gravação em mídias ficam restrita a sete vezes.

"Obter tais direitos das companhias de música era imaginável até agora, e mesmo hoje é algo incomum pela maioria dos serviços de música digital", escreveu Jobs.

"No entanto, uma cláusula chave de nossos acordos com as gravadoras é que, caso nosso sistema DRM seja comprometido e a música seja executada em players incompatíveis, temos apenas algumas semanas para corrigir o problema antes que elas tirem todo seus catálogos do iTunes".

O CEO da Apple classificou a música livre de DRM como "claramente a melhor alternativa para clientes" e que a Apple "abraçaria a iniciativa". Mas a decisão depende que Universal, Sony BMG, Warner e EMI decidam, acrescentou Jobs.

"Talvez, os insatisfeitos com a atual situação devam direcionar suas energias para persuadir gravadoras a vender música sem DRM", sugeriu.

"Convencê-las a licenciar música sem DRM para a Apple e outras empresas criará um mercado de música verdadeiramente interoperável", afirmou.

Um caminho que a Apple não tomará, no entanto, é licenciar o FairPlay para competidores, o que forçaria a Apple a divulgar tecnologia proprietária para pessoas fora da companhia, disse Jobs, o que inevitavelmente levaria a vazamentos.

"A internet já demonstrou que estes vazamentos são bem danosos, já que apenas um pode se espalhar por todo o mundo em menos de um minuto", escreveu Jobs.

"Tais vazamentos podem rapidamente resultar em softwares disponíveis como downloads gratuitos na internet, o que desativará a proteção do DRM".

Jobs também usou sua carta aberta para notar que é difícil que um sistema DRM funcione já que as gravadoras vendem até 10 vezes mais músicas em CD sem o controle de cópias. Usuários podem rippar estes CDs e oferecer as músicas em redes P2P ilegalmente.

"Se as gravadoras estão vendendo mais de 90% de suas músicas sem DRM, que benefícios elas têm de vender a pequena porcentagem restante com uma tecnologia do tipo? Parece não haver vantagens", afirma.

Jobs também discorda da idéia de que sistemas de DRM prendem os usuários a um serviço particular de venda de música.

De acordo com o fundador da Apple, a empresa vendeu mais de 90 milhões de iPod e 2 bilhões de músicas - média de 22 canções por player vendido.
 
Segundo seus cálculos, isto representa menos de 3% da capacidade de armazenamento em um iPod que chega a carregar até mil canções.

"É difícil acreditar que apenas 3% da música em um iPod padrão é suficiente para prender usuários em apenas comprar iPods no futuro", disse ele.

*Jim Dalrymple é editor da PlayList, em São Francisco.

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