Grupos criticam lei para uso de DRM em transmissões digitais
Por Grant Gross, para o IDG Now!*
Publicada em 19 de janeiro de 2007 às 14h36
Atualizada em 01 de fevereiro de 2007 às 14h33
Washington - EFF e Conhecimento Público criticam lei aprovada pelo Congresso dos EUA que exige o uso de DRM em conteúdo transmitido pela web.
Grupos de direitos de consumidores declararam oposição à legislação introduzida no Congresso dos Estados Unidos na semana passada que exigiria que empresas de internet usassem a tecnologia DRM para prevenir que usuários façam cópias não autorizadas de arquivos musicais.
A senadora Democrata da Califórnia Dianne Feinstein e três outros políticos introduziram o Platform Equality and Remedies for Rights Holders in Music Act em 11 de janeiro após a mesma legislação não ter sido aprovado pelo Congresso em 2006.
O Ato exigiria que todas as transmissoras de satélite, cabo e internet usassem tecnologias de proteção anti-cópia disponíveis para prevenir que usuários usem aparelhos para copiar conteúdo de determinados artistas e músicas.
A lei não preveniria que usuários gravassem o conteúdo em momentos específicos, como um noticiário matutino, mas exigiria que empresas usassem o DRM para prevenir que fossem gravadas todas as canções de um artista executadas na transmissão, disse Feinstein em anúncio.
"Novos serviços de rádio online estão permitindo que usuários façam mais que simplesmente ouvir música", afirmou Feinstein. "O que antes era experiência passiva de audição se transformou em um fórum em que usuários podem gravar, manipular, colecionar e criar diferentes listas musicais. Assim como as maneiras de distribuição e tecnologias mudam, as leis também precisa mudar".
Mas a Fundação da Fronteira Eletrônica (do inglês, EFF) e o grupo Conhecimento Público se opõem à legislação. A lei seria "um assalto aos direitos de gravar rádio", analisa a EFF. O Ato proibiria que serviços de rádio digital e por satélite oferecessem opções de gravação, como o TiVo faz para a TV, continuou a EFF.
A lei proibiria o streaming de música que não usasse DRM, assim com o MP3 usado em diversos serviços de rádio, incluindo as estações de streaming oferecidas pelo iTunes, da Apple, afirmou Fred Von Lohmann, advogado sênior de propriedade intelectual na EFF.
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