BrT inicia bloqueio ao YouTube
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 08 de janeiro de 2007 às 15h01
Atualizada em 08 de janeiro de 2007 às 18h15
São Paulo - Operadora barrou as solicitações ao IP do site no seu backbone submarino.
A Brasil Telecom confirmou, por meio da sua assessoria de imprensa, que iniciou o bloqueio do acesso ao YouTube no Brasil, atendendo a determinação do desembargador Ênio Santarelli Zuliani , do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A operadora barrou as solicitações ao IP do site no seu backbone submarino, tornando o site inacessível a cerca de 5 milhões de brasileiros, apesar do esclarecimento feito pelo desembargador de que a ordem diz respeito somente ao bloqueio dos vídeos da modelo Daniella Cicarelli, que iniciaram a disputa legal.
Segundo o ofício enviado pela Justiça às operadoras, ao qual o IDG Now! teve acesso, a ordem é para que os provedores bloqueiem “o site www.youtube.com, da co-ré YouTube Inc., aos internautas brasileiros”, medida tomada pela Brasil Telecom.
Mais sobre o caso:
Comente: medida é censura?
Blog: medida é ineficaz
O despacho do desembargador, de 02 de janeiro, tem como objetivo fazer valer a proibição legal de que o apimentado vídeo de Cicarelli e seu namorado Tato Malzoni, em uma praia na Espanha, seja divulgado na internet brasileira.
Em meio a protestos de internautas insatisfeitos e irritados, a divulgação da decisão judicial causou polêmica. O texto da decisão, na opinião de especialistas na área, é dúbio, não deixando claro se o parecer é pelo bloqueio ao YouTube para os brasileiros ou apenas do vídeo da modelo - versão sustentada pelo desembargador, autor do despacho.
As supostas cenas de sexo na praia foram divulgadas no YouTube e ganharam a rede, levando o casal a mover duas ações na Justiça - uma pedindo indenização por danos morais, contra as Organizações Globo, o Internet Group (iG) e o YouTube; e a outra pedindo a retirada dos vídeos do ar.
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a liminar obrigando os sites a retirarem as cenas do ar, sob pena de multa de 250 mil reais. Segundo Rubens Decossau Tilkian, que representa Tato, a multa já está sendo executada, mas o pedido de bloqueio ao site é uma forma de fazer valer a decisão da Justiça brasileira, que estaria sendo negligenciada.
Tilkian afirmou à imprensa, na quinta-feira (04/01), que as empresas que detém os canais de comunicação que permitem que o conteúdo chegue aos internautas brasileiros é que seriam responsáveis por barrar o acesso a todo o YouTube no Brasil.
No final da tarde da quinta-feira, contudo, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, negou que o desembargador Ênio Santarelli Zuliani tivesse pedido a retirada do site do ar, mas sim quer impedir o acesso ao vídeo de supostas cenas de sexo na praia.
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