IBM prepara cursos online a distância dentro da rede Second Life
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Não são apenas as agências publicitárias e desenvolvedoras de software que estão de olho no Second Life.
A IBM anunciou no começo da semana que deverá oferecer cursos a distância dentro do ambiente virtual desenvolvido pela Linden Labs.
Fábio Gandour, gerente de novas tecnologias da IBM, afirma que a companhia está construindo 12 ilhas que serão usadas para cursos ligados a tecnologia e inovação dentro da rede, que ultrapassou a marca de 2 milhões de usuários na quinta-feira (14/12).
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Como comprovam imagens divulgadas pela empresa, a IBM já tem centros de estudos instalados na ilha de Almaden, mas, segundo Gandour, mais 12 áreas deverão ser inauguradas pela companhia para a iniciativa de e-learning.
Haverá partes do território (e, conseqüentemente, dos cursos oferecidos) de livre acesso para todos os usuários, enquanto outras atividades serão restritas aos inscritos na iniciativa.
Entusiasta do Second life a ponto de acreditar ser o primeiro brasileiro a ter um avatar na rede, ainda em 2003, Gandour afirma que o projeto, inicialmente, terá apenas material em língua inglesa.
"Esta é a resposta mais sensata", diz Gandour, despistando a possibilidade de cursos em outras línguas, inclusive português. O pesquisador ainda afirma que a IBM está "pensando no Brasil há muito tempo", mas precisaria de 4 hosts inteiros para rodar aplicações educacionais.
Atualmente em testes pela IBM, a iniciativa dentro do Second Life ainda não tem data de estréia para os usuários finais.
A exigência no domínio de alguns códigos de programação para aproveitar o Second Life não deverá atrapalhar a adoção da rede entre os brasileiros, mas sim seu grau de aproveitamento.
A entrada da IBM no Second Life com cursos digitais indica uma propensão da empresa em lucrar com a rede digital? Mesmo já vendo o site como uma onda no Brasil, Gandour desacredita de seu uso comercial em curto prazo.
"Vamos ser realistas: o Second Life vai decolar antes como objeto lúdico, para depois amadurecer e virar terreno para negócios", analisa.


