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04 de julho de 2009
internet
Legislação

Entrevista: pai da internet afirma que é difícil censurar a web

Por Daniela Braun editora do IDG Now!*

Publicada em 04 de dezembro de 2006 às 06h00
Atualizada em 04 de dezembro de 2006 às 11h26

São Paulo - Em visita ao Brasil para reunião do ICANN, Vint Cerf avalia o papel da entidade e polêmicas da rede que ajudou a criar.

Entrevista_VintCerf_88x66A internet que Vint Cerf ajudou a criar, com a invenção do protocolo TCP/IP na década de 60, já ganhou o termo 2.0, mudou os rumos da indústria do entretenimento, mexeu com conceitos de liberdade de expressão, privacidade e está sob olhares atentos de órgãos governamentais.

Como presidente da diretoria do ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), Cerf conversou por telefone com o IDG Now! pouco antes de vir ao Brasil para a reunião da entidade que organiza a concessão de domínios e de endereços IP no mundo, esta semana, em São Paulo.

Nesta entrevista, Cerf, que também é vice-presidente e evangelista do Google, avalia a identificação dos internautas, as mudanças no papel do ICANN, a internacionalização do registro de domínios e o futuro do You Tube, cuja aquisição ele mesmo previu há seis meses, quando esteve no Brasil. Confira.

Recentemente, o senado brasileiro avaliou uma lei polêmica pedindo o registro de internautas no Brasil. O senhor acha que esse tipo de medida pode ser eficiente para combater o cibercrime?


Nos Estados Unidos é comum que o internauta forneça algum número de identificação para ter acesso em lugares públicos como hotspots, como número de cartão de crédito ou endereço. Em muitos cases, além do cartão você deve fornecer seu endereço para provar que é realmente a pessoa que diz ser. De certa forma, os provedores de acesso à internet já possuem informações confidenciais dos internautas. Se você assina um serviço de banda larga é muito pouco provável que o provedor forneça este serviço sem saber quem você é, ou ter pelo menos o número do seu cartão de crédito, seu endereço e sua conta bancária. Diria que, em muitas instâncias do acesso à internet, os provedores já possuem um montante de informações pessoais sobre os usuários.

*Com a colaboração de Daniela Moreira e Guilherme Felitti, repórteres do IDG Now!
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