Google oficializa canal com a PF para denúncia de crimes no Orkut
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 29 de novembro de 2006 às 16h09
São Paulo - Objetivo é garantir que as autoridades brasileiras possam reportar com maior agilidade conteúdos criminosos na rede social.
O Google oficializou nesta quarta-feira (29/11) o lançamento de um canal de comunicação entre a Polícia Federal brasileira e os responsáveis pelos servidores da rede social Orkut. A ferramenta vem sendo testada há pelo menos três semanas, segundo David Jeske, engenheiro chefe do Orkut.
O objetivo é garantir que as autoridades brasileiras possam reportar com maior agilidade conteúdos criminosos na rede social, para que eles possam ser removidos e que os dados dos autores possam ser preservados e acessados, mediante solicitação judicial.
De acordo com Jeske, as solicitações de remoção e preservação de provas da PF serão avaliadas no prazo médio de um dia e estão sujeitas aos termos de serviço da comunidade.
O engenheiro esclareceu que nenhum dado será fornecido às autoridades sem ordem judicial, portanto os policiais continuam a ter acesso somente ao conteúdo público da rede. “Todo o conteúdo do Orkut é público, está aberto a quem quiser acessar”, afirmou.
Segundo Jeske, o Google prestou treinamento a oficiais brasileiros sobre o uso do sistema, que vem sendo elaborado há cerca de dois meses.
Embora Jeske tenha afirmado que o “conteúdo criminoso no Orkut é muito raro”, aparecendo em maior quantidades conteúdo considerados impróprios segundo os termos do serviço, a ONG SaferNet recebe mensalmente mais de 100 mil denúncias de crimes praticados na internet, que vão de pornografia infantil, apologia e incitação a crimes até racismo, intolerância religiosa, homofobia e xenofobia. A maioria deles diz respeito ao Orkut.
O Google vem travando uma batalha judicial com o Ministério Público Federal, em São Paulo, para determinar se é a matriz ou a subsidiária da empresa que deve prestar informações sobre os crimes praticados no Orkut à Justiça brasileira.
De um lado o Google defende que apenas sua matriz possui tais dados, pois hospeda os servidores da rede social, e que eles estão inteiramente disponíveis mediante solicitação legal a seus procuradores no País. De outro, o MPF-SP argumenta que o Google vem sendo omisso na resposta às solicitações judiciais brasileiras e que a subsidiária brasileira deve ser a responsável por prestar as informações requeridas, pois a Justiça brasileira não tem alcance sobre a matriz da empresa nos Estados Unidos.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Intenção do brasileiro em comprar celular e computador cai em 2009
- Twitter reformula lista de seguidores
- Bing não incomoda liderança do Google em buscas, diz estudo
- Quase 29% dos brasileiros acessaram a internet em 2008, diz estudo
- Co-fundador do YouTube assume cargo na área de engenharia do Google
- Joost desiste de TV online e oferece tecnologia para portais de vídeos
Links patrocinados
Anatel exorciza Telefônica
Now! Café 51 comenta Speedy sem vendas, saúde de Steve Jobs e Windows 7 barato.
A revolução do browser
HTML 5 criará browsers auto-suficientes, avanços em multimídia e aplicações offline.
A queda do Muro
Marcelo Coutinho comenta, diretamente de Cannes, o novo modelo econômico da publicidade
Links patrocinados










