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19 de novembro de 2008

Americanas e Submarino ganham corpo para enfrentar varejo tradicional

Por Ralphe Manzoni Jr., editor executivo do IDG Now!
Publicada em 23 de novembro de 2006 às 13h07
Atualizada em 12 de dezembro de 2006 às 12h07

São Paulo - Nova empresa fortalece presença física, na internet, TV, telefone e quiosques, ampliando foco de atuação para muito além da web.

Americ_Submarino_88x66O anúncio de fusão das operações da Americanas, que é dona da Americanas.com, e do Submarino, varejista exclusivamente virtual, não cria apenas a maior loja de comércio eletrônico do País, com 50% do mercado de vendas online.

Na visão dos analistas ouvidos pelo IDG Now!, a nova empresa ganha corpo para competir e colocar pressão no varejo tradicional.

A nova empresa, batizada de B2W, da qual a Lojas Americanas será dona de 53,25% do capital total e votante, vai manter a estratégia de multimarcas. Submarino, Americanas.com e Shoptime (que foi comprado pela Americanas) serão mantidos.

Leia também:
>Submarino e Americanas confirmam fusão
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>Ações do Submarino disparam

Além disso, a nova empresa terá uma estratégia multicanal que a maioria dos seus competidores ainda não conseguir desenvolver. Ela tem presença na internet com Submarino, Americanas.com e Shoptime, na TV com o Shoptime e em lojas físicas, com a Americanas.

“É um movimento estratégico de expansão da possibilidade mercadológica”, avalia Daniel Domeneghetti, sócio da E-consulting.  “Elas saem de um mercado pequeno, que é o comércio eletrônico, para outro de mais de 200 bilhões de reais”.

Se considerado apenas o resultado das vendas online, Submarino e Americanas.com devem faturar entre 2 bilhões de reais e 2,5 bilhões de reais em 2006, 50% do previsto para este ano, cuja previsão é de 4,3 bilhões de reais, segundo a e-bit.

“Eles ganham poder de fogo para competir com o varejo tradicional”, afirma Pedro Guasti, presidente do e-bit, que estima que o faturamento conjunto da nova operação, incluindo as vendas das lojas físicas da Americanas, em 4 bilhões de reais.

Com isso, elas ficam mais fortes também para enfrentar ameaças externas, como a Amazon.com, maior loja de comércio eletrônico do mundo, que está começando a estudar novos mercados, acredita Guasti.

A nova empresa também tem planos de atuar em mercados externos, afirmou Domeneghetti. “Uma companhia de varejo desse porte não pode ficar só no País”, diz o consultor, que acredita que o mercado hispânico e ibérico são caminhos óbvios em médio prazo.


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