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21 de setembro de 2009
internet
Comércio Eletrônico

Magazine Luiza: e-commerce não é mais uma loja

Por Daniela Braun, editora do IDG Now!

Publicada em 23 de novembro de 2006 às 07h30
Atualizada em 04 de janeiro de 2008 às 16h54

São Paulo - Tradicional rede varejista adota estratégia agressiva de marketing, logística e tecnologia para crescer 100% em 2007.

E-COM_MagazineLuiza_88x66A terceira maior empresa em vendas online do Brasil decidiu fazer comércio virtual muito antes da popularização do microcomputador ou da internet por aqui.

Com a idéia de expandir sua rede de lojas a municípios com menos de 55 mil habitantes, sem ter de investir pesado na criação de pontos de venda tradicionais, a rede Magazine Luiza criou, em 1992, as ‘lojas virtuais’, pontos de venda sem mostruário. E a parte virtual ficava por conta de um videocassete e um televisor.

“O vendedor tinha uma tabela indicando a marcação do produto no contador do videocassete”, conta Flávio Dias, gerente geral de e-commerce do Magazine Luiza. “Se o cliente queria ver um sofá, o vendedor rebobinava ou avançada a fita até o ponto indicado e exibia um vídeo mostrando o produto com todos os detalhes.”

No lugar do controle remoto, os funcionários das atuais 55 lojas virtuais da rede agora operam o mouse para exibir, em imagens de alta resolução, os 5.500 itens vendidos no site da rede em 14 categorias. Juntamente com as lojas virtuais, o e-commerce ‘tradicional’ do Magazine Luiza, iniciado em 1999, trouxe um faturamento de mais de 200 milhões de reais à rede varejista, que faturou 2 bilhões de reais em 2005.

Mesmo na era do comércio online, em 2007, ambos os modelos de vendas remotas partem para a expansão. As lojas virtuais, que demandam 15% do investimento e geram até 50% do faturamento dos pontos convencionais da rede também prestam serviços como cursos de culinária, bordado, inglês, pagamento de contas e acesso à internet à comunidade.

Tabela_ECOM_MagazineLuiza

Com o modelo misto, que virou case em Harvard, o Magazine Luiza consegue atingir, com baixo investimento, os consumidores das classes C e D, que ainda não possuem acesso à rede.

Quando se trata de e-commerce, o perfil dos compradores da rede está bem longe do popular. “O resultado do e-commerce supera em até dez vezes a loja de maior faturamento da rede convencional. Mas não olhamos o e-commerce como uma loja. Olhamos para ele como um negócio”, pondera Dias.


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1 comentário(s)
Duvido????
WILLY - 04 Jan 2008, 17h54

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