Presidente da IFPI explica processos contra piratas de música no Brasil
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 18 de outubro de 2006 às 00h23
Atualizada em 19 de outubro de 2006 às 16h36
É um ponto bastante encorajador. Achamos que a música está se tornando mais popular do que nunca, que está em qualquer lugar e queremos encorajar isso e esperamos que isso traga ofertas melhores aos consumidores, trazendo de volta ao mercado a força que tinha no passado.
Além das ações judiciais, que outras medidas a IFPI pretende adotar para reduzir o download ilegal de músicas no Brasil?
Estamos adotando uma série de ações educativas para garantir, por exemplo, que os pais saibam o que é legal e o que é ilegal no ambiente online, assim como empresas, universidades, órgãos públicos.
Estamos tentando encorajar os dez sites de vendas legais de músicas que existem no Brasil a fortalecerem suas operações para que as pessoas tomem conhecimento dos lugares onde podem comprar músicas.
No aspecto cultural, como a IFPI vê o impacto da educação dos internautas que baixam músicas no Brasil?
Acho que um dos aspectos preocupantes do mercado internacional de músicas, em relação ao Brasil, é que a música brasileira é muito importante para o mercado local e as receitas precisam ser continuamente revertidas aos artistas brasileiros, especialmente os novos artistas.
É claro, que no mundo todo, há espaço para a música inglesa e norte-americana, mas o mercado prioritário da música brasileira é o Brasil. Então, se houver dificuldade em investir nos novos artistas brasileiros (locais) isso pode ser bastante prejudicial para a cultura e a música brasileiras.
De fato, o Brasil tem apenas três fornecedores de músicas digitais, Terra, UOL e iMúsica - os restantes são parceiros deste último. Isto seria suficiente para superar o consumo ilegal de músicas no País?
Acho que sim. Em alguns países, o iTunes [da Apple] lidera o mercado e em outros uma companhia local é quem domina. Em outros, duas ou três dividem o espaço. No Brasil, acredito que estas empresas continuarão a crescer.
O iTunes não é necessário no Brasil, então?
O iTunes é uma marca forte, particularmente por causa do iPod. Mas ao redor do mundo, o iTunes não tem uma atenção muito focada à música local. Então acredito que os sites locais devem oferecer um serviço mais direcionado a seus consumidores. Seria ótimo para o mercado brasileiro se tivesse. Mas, como não tem, o setor consegue se virar muito bem sem ele.
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