Gravadoras processam 8 mil por download de músicas, sendo 20 no Brasil
Por James Niccolai, para o IDG Now!*
Publicada em 17 de outubro de 2006 às 08h58
Atualizada em 17 de outubro de 2006 às 20h06
Dos casos fora dos Estados Unidos, cerca de 2.300 pessoas entraram em acordo com a IFPI para não serem multados, com a pena média de três mil dólares.
As indústrias de filmes e músicas estão empregando uma estratégia com dois lados para lutar contra a pirataria, usando tanto educação como ameaça de processos para dissuadir downloads ilegais. Visitantes do site da rede de P2P Groskter, que fechou no último ano após perder um processo na Suprema Corte dos EUA, se deparam com um aviso de que seus IPs foram registrados.
"Não pense que você não pode ser pego. Você não é anônimo", diz o site.
Este sentimento ecoou no anúncio da IFPI nesta terça-feira. "As pessoas deveriam entender que podem ser pegas em qualquer rede que estiverem usando", revelou o presidente da IFPI, John Kennedy.
Os 8 mil novos processos envolvem países como Argentina, Brasil, México, Áustria, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Suíça e Hong Kong.
Ações no Brasil
No Brasil, serão 20 os usuários autuados por acesso ilegal a conteúdo
protegido por direitos autorais. Como os processos ainda estão com a
Justiça, a organização não pode liberar nem o nome dos envolvidos nem a
multa média pedida para que haja entendimento entre as partes.
Assim como casos anteriores, a IFPI justifica a entrada do Brasil entre as ações legais como decorrente da queda nas vendas do mercado de música em geral no país.
Segundo dados da organização, o primeiro semestre de 2006 registrou uma queda de 6,74% no faturamento em comparação ao mesmo período do ano anterior, com previsão de manter a queda até o final de 2006.
A IFPI calcula que o impacto dos downloads ilegais de músicas no Brasil causou uma queda de 46% no faturamento do setor em seis anos - a cifra registrada em 2000 de 724,7 milhões de dólares caiu substancialmente para 394 milhões de dólares em 2005.
Kennedy afirma que a IFPI se preocupou em agir legalmente em países que só oferecessem opções para que o usuário comprasse arquivos legalmente.
"Em cada um dos países envolvidos existem serviços musicais legais para os consumidores. Não há justificativa para este tipo de procedimento ilegal", afirmou, citando sites como Terra Sonora, UOL Megastore, iMúsica e Warner Music.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
- Mais de 25 mil CDs piratas foram apreendidos em setembro no Brasil
- Vendas de músicas digitais dobram no primeiro semestre, diz IFPI
- Combate ao P2P ilegal no Brasil precisaria de nova abordagem, diz estudo
- Pirataria de CDs no Brasil caiu 12 pontos percentuais de 2003 a 2005
- Gravadoras britânicas processam serviço de venda de música AllofMP3.com
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Agência digital gaúcha cria "outdoor wi-fi"
- Yahoo estreia campanha global para destacar recursos de personalização
- Distribuidora restringe uso da web para combater problemas com vírus
- Empresas de análise do tráfego na internet unem forças
- Google afirma às autoridades dos EUA que Apple vetou o aplicativo Voice
- McDonald´s quer reforçar integração tecnológica na América Latina

Você apoia a liberação da web nas eleições?
Eleição online
Câmara aprova reforma eleitoral com internet livre nas campanhas. Acompanhe o projeto.
5 tendências para o Twitter
O que o futuro reserva para o serviço de microblog aumentar sua relevância na internet.
A busca é o Graal digital?
Os buscadores nos trouxeram a possibilidade de explorar uma nova “inteligência natural”.
Links patrocinados






