Gravadoras processam 8 mil por download de músicas, sendo 20 no Brasil
Paris – Associação que representa gravadoras anuncia 8 mil novos processos contra “piratas digitais”, sendo 20 contra usuários brasileiros.
A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) anunciou milhares de novos processos contra suspeitos de compartilhamento ilegal de arquivos, aumentando sua batalha contra a pirataria de música internacional.
O grupo que representa a indústria iniciou mais 8 mil processos em 17 países, elevando para mais de 13 mil o número de casos fora dos Estados Unidos, disse a IFPI nesta terça-feira (17/10). No país, a organização já tem mais de 18 mil casos semelhantes correndo, disse Alex Jacob, porta-voz da IFPI em Londres.
Os processos mais recentes são contras usuários suspeitos de oferecerem grandes quantidades de músicas em redes P2P como BitTorrent, eDonkey e LimeWire, de acordo com a IFPI. Ao perseguir "piratas em massa" pode ser mais efetivo que processar pessoas que baixaram algumas canções, disse Jacob.
Muitas das pessoas processadas eram os pais de crianças suspeitas de compartilhamento ilegal, comunicou a IFPI.
As ações, que são uma junção de processos civis e criminais, incluem os primeiros casos em países como Brasil, México e Polônia. Serão 100 processos apenas nestes três mercados.
No Brasil, mais de um bilhão de músicas foram ilegalmente baixadas no último ano, o que, segundo a IFPI, causou uma queda de 394 milhões de dólares na receita das gravadoras nos últimos cinco anos.
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A organização não deixa claro quando os processos serão conduzidos no Brasil. As ações deverão ser levadas adiante contra usuários brasileiros por meio da aliança entre a IFPI e a Associação Brasileira de Proteção aos Direitos (ABPD).
"Já que a venda de música caiu ao mesmo tempo em que o compartilhamento de arquivos explodiu, me parece lógico que pelo menos alguma parte deste faturamento foi perdido para downloads ilegais", disse Jacob.
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