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21 de novembro de 2008

Vendas de músicas digitais dobram no primeiro semestre, diz IFPI

Por Nancy Gohring, para o IDG Now!*
Publicada em 13 de outubro de 2006 às 11h43

Dublin – Estudo indica que música digital duplicou participação no faturamento do setor, que caiu 4% empurrado por declínio nas vendas físicas.

As vendas de músicas digitais continuam a crescer, tanto em faturamento como em porcentagem em comparação às vendas de música no geral, de acordo com pesquisa da Internetional Federation of the Phonographic Industry (IFPI).

Durante o primeiro semestre deste ano, as vendas no setor cresceram 106% comparadas ao mesmo período do ano anterior para atingir 945 milhões de dólares. Músicas digitais representam agora 11% do mercado mundial de música, o dobro dos 5,5% em dezembro de 2005.

Enquanto ainda é um pequena porção das vendas total, os downloads móveis de canções aumentaram exponencialmente,, disse Gabriella Lopes, analista-sênior da IFPI. Em dezembro, o setor contou por 3% das vendas de música digital, mas, durante o primeiro semestre do ano, a cifra atingiu 6%, disse ela.

Downloads de canções em celulares é uma atividade popular em lugares como o Japão, onde clientes usam redes mais recentes de comunicações e contam com telefones mais poderosos para a compra e reprodução das canções, disse.

A IFPI inclui ringtones, tons ringback para telefones e vídeos de música junto as dados de faturamento na venda móvel de canções.

Downloads de canções únicas também contaram por 32% das vendas, seguidos por álbuns completos, com 15%. Assinaturas representaram 7% das vendas de música digital durante os seis primeiros meses de 2006.

Os coreanos são consumidores vorazes de música digital, com 51% da venda total de músicas no país vindo do setor digital. Nos Estados Unidos, 18% do faturamento foi possível por canais digitais no primeiro semestre, chegando a vendas de 513 milhões de dólares.

As vendas físicas experimentaram diferentes cenários pelo mundo. Enquanto o Japão registrou aumento de 12% na mídia, França e Estados Unidos viram quedas de 9% e 7%, na ordem, no faturamento pelos canais tradicionais. No geral, a venda física de canções caiu 10% em todo mundo, conduzindo uma queda de 4% no total faturado pelo setor no período.

Como padrão, a IFPI culpa a pirataria e a competição para a queda nos gastos dos consumidores em vendas. A indústria de música está competindo pelo dinheiro dos jovens com produtos como roupas, telefones celulares e outros produtos de entretenimento, disse Lopes.

A indústria da música ganhou diversos casos de grande importância nos últimos meses por fechar sites que ajudavam consumidores e compartilhar ilegalmente música protegida por direitos autorais sem beneficiar as editoras responsáveis.

*Nancy Gohring é editora do IDG News Service, em Dublin.

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