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01 de julho de 2009
internet
Legislação

Jornalista chinês irá processar Yahoo

Por Dan Nystedt, para o IDG Now!*

Publicada em 22 de setembro de 2006 às 09h58
Atualizada em 22 de setembro de 2006 às 12h20

Taipé - Depois da violação de seu e-mail e prisão, jornalista chinês planeja processar Yahoo.

O jornalista chinês, Shi Tao, condenado a dez anos de prisão por uma evidência de e-mail aberta pelo Yahoo, planeja processar a empresa nos próximos meses, nos Estados Unidos, por violação de privacidade e de direitos humanos.

“Estamos tentando juntar mais vítimas para uma ação conjunta. Entramos em contato com outros, mas ninguém confirmou ainda. É uma questão muito delicada, pois pode haver represália contra a família deles”, disse Albert Ho, advogado envolvido no caso, em uma entrevista por telefone.

A ação movida contra o Yahoo por Shi Tao será impetrada em Nova York ou Califórnia. O e-mail do jornalista, aberto peloYahoo em abril de 2004, foi enviado a um site chinês a favor da democracia em Nova York. A mensagem continha uma ordem de Pequim para oficiais ficarem atentos nas atividades do décimo quinto aniversário do massacre de Tiananmen Square.

O processo movido pello jornalista ocorre apenas alguns meses depois que seu advogado apresentou uma reclamação às autoridades de Hong Kong contra a Yahoo Holdins (Hong Kong) Ltd.. Enquanto isso, aumentava a pressão internacional em empresas de internet em cuidar melhor de dados privados dos usuários, respeitando os direitos humanos.

As ONGs Anistia Internacional e Repórteres sem Fronteiras criticaram o Yahoo pelo incidente com Tao. O mesmo foi feito, no início deste ano, por grupo de legisladores norte-americanos, afirmando que empresas como Yahoo, Microsoft e Cisco falharam em garantir a liberdade de expressão na China.

“Empresas de internet não podem usar informações pessois que violem os direitos humanos de seus usuários”, disse Ho.

O jornalista, mesmo não sendo cidadão norte-americano, pode mover uma ação contra uma empresa no país.  Ainda não foi decidido se o caso será retido, nem divulgadas as estratégias de Ho de investigação contra o Yahoo.

O caso de Hong Kong continua pendente, pois as investigações não foram finalizadas ainda, disse Ho. O Yahoo pode sofrer uma multa, um processo, ou ambos, se a justiça decidir que a divulgação de dados pessoais do jornalista foi a causa de sua prisão.

A unidade do Yahoo em Hong Kong negou envolvimento no caso. A empresa disse que as informações provenientes das autoridades chinesas vieram de operações realizadas na China e não em Hong Kong. No entanto, a unidade da empresa era a mesma para os dois países na época.


Em 2005, a Alibabab adquiriu as operações do Yahoo na China, como parte de um negócio entre as empresas. O porta-voz do Yahoo não foi encontrado para entrevista.

*Dan Nystedt é editor do IDG News Service, em Taipé.

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