Links patrocinados ganham voz e imagem na rede
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 19 de setembro de 2006 às 08h00
Atualizada em 19 de setembro de 2006 às 09h52
Evolução
A facilidade de acesso ao modelo de links patrocinados, entretanto, demanda a busca pelo diferencial tanto pela exploração mais adequada das ferramentas de administração de campanhas como pela evolução tecnológica do modelo.
O formato 'Click-to-Play', lançado pelo Google no Brasil em julho, é um dos exemplos de evolução. Ele ainda permite que o internauta controle se deseja assitir o vídeo relacionado a um conteúdo ou resultado de buscas. Caso contrário, a imagem permanece estática.
"O sonho de qualquer anunciante é fazer uma campanha baseada em resultados efetivos", observa Alexandre Hohagen, diretor geral do Google Brasil. Mundialmente, segundo ele, 98% da receita da empresa é creditada aos links patrocinados. "Agora, as empresas buscarão cada vez mais alternativas para oferecer um serviço melhor".
Em breve, nem mesmo a criação de um site será necessária para apostar em links patrocinados - outra jogada que deve atrair ainda mais anunciantes de pequeno porte à grande rede.
O Google já oferece, nos Estados Unidos e na Inglaterra, o modelo "Click-to-Call", no qual o internauta pode chamar o anunciante pelo link patrocinado, por telefone, via tecnologia de Voz sobre IP. O serviço, segundo Hohagen, deve chegar ao Brasil dentro de um mês.
A segmentação de campanhas por sexo, idade e endereço, bem como a divulgação de links patrocinados entre as 7 milhões de caixas postais de assinantes do UOL e do Bol foram as armas do Universo Online para entrar na briga, em maio do ano passado.
"Iniciamos com a oferta dos links patrocinados relacionados a conteúdos, ampliamos a estrutura de vendas e apoio ao anunciante e, recentemente, lançamos os links em resultados de buscas", informa Paulo Melo, diretor de links patrocinados do UOL. Nos primeiros seis meses do ano, a empresa registrou uma receita de 28,9 milhões de reais em publicidade - alta de 56% sobre os seis primeiros meses de 2005.
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