Empreendedores brasileiros da Web 2.0 investem em modelos testados nos EUA
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 13 de setembro de 2006 às 09h47
Atualizada em 13 de setembro de 2006 às 16h57
Web 2.0 na publicidade e em portais
Entre agências de publicidade, o habitual mistério que acompanha a idéia de Web 2.0 começa a ser desvendado por empresas de grande porte, que começam a enxergar o potencial do conceito para interagir com faixas mais jovens de clientes.
“Você só faz dinheiro na web se tiver uma presença online que potencialize a produção dos usuários. O DNA da Web 2.0 é a comunicação de rede. Tudo que explora esta comunicação é bem-vindo e pode ser uma fonte de receita no Brasil”, afirma Abel Reis, vice-presidente de tecnologia da AgênciaClick.
Ele cita exemplos de empersas como Coca-Cola, que, com a criação de um ranking de blogs dentro do conceito de Web 2.0, o CokeRing, formulou uma maneira de atingir o público jovem.
Mesmo assim, Reis ainda não consegue apontar exemplos de empresários que venham ganhando no Brasil com Web 2.0, segundo ele, por falta de cultura nacional sobre o assunto.
“As pessoas estão tateando no Brasil. Quando falamos para o cliente sobre Web 2.0, ele pergunta na hora o que é isto. Se o executivo de marketing não conhece, como podemos esperar que o usuário médio conheça?”, questiona.
A forte adoção de usuários brasileiros a serviços online também deverá impulsionar o sucesso da Web 2.0 no Brasil, no que Reis chama de “terceira onda da internet”.
“Blogs e redes sociais criam um fenômeno em que o usuário não é apenas um distribuidor de conteúdo, o que cria condições para a emergência de micros e nanos centros de audiência. E o Orkut é exemplo de que o brasileiro é entusiasta da formação de comunidades”, diz.
A capitalização dos esforços dos usuários já pode ser observada em grandes portais da internet brasileira, que apostam suas fichas em canais com material enviado por usuários.
O “Jornalismo Cidadão” proposto pela “Minha Notícia” já atraiu mais de 200 mil usuários para o iG em menos de dois meses de sua criação, segundo dados do portal, e já foi definida como área em que o site dedicará atenção especial.
Além de também citar a rede social do Google como indicativo, Moura acredita que “a Web 2.0 não só dá dinheiro, mas é inexorável”, tanto entre empresas como entre usuários domésticos.
“Não podemos nos deixar nos levar por uma nova onda. O atraso pode ser uma vantagem, já que alguém que cria primeiro abre o mercado pra você”, afirma, projetando um aquecimento no mercado nacional após a estabilização da Web 2.0 mundial.
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