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21 de setembro de 2009
internet
Mídia Digital

Empreendedores brasileiros da Web 2.0 investem em modelos testados nos EUA

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

Publicada em 13 de setembro de 2006 às 09h47
Atualizada em 13 de setembro de 2006 às 16h57

São Paulo - Entre a competição feroz de serviços internacionais e a falta de investimentos, o mercado de Web 2.0 nacional se apóia no gosto do usuário brasileiro por comunidades.

O termo Web 2.0 tomou forma no final de 2005 não apenas se propondo a oferecer ferramentas que ajudassem o usuário a interagir com o conteúdo online, como o pesquisador Tim O'Reilly definiu o conceito.

E, como todo conceito, uma nova onda de empresas e serviços chegaram ao mercado de internet. São aplicações online, que libertam o usuário do desktop e do sistema operacional, e, na maioria das vezes, permite a colaboração e participação intensiva do internauta na construção do conteúdo.

>Conheça serviços brasileiros de Web 2.0

Você gosta do Flickr, serviço de fotos do Yahoo!? Conhece o Digg, site onde o usuário manda o conteúdo e vota nas notícias mais importantes? Gosta de usar o Writley, do Google, para escrever os seus textos? Bem-vindo, você está na era da Web 2.0.

Uma nova safra de empreendedores brasileiros está apostando nessa idéia. Com pouco dinheiro, fruto de investimentos pessoais, e com modelos de negócios baseados nos desenvolvidos lá fora, essas empresas ainda não atrairam a atenção dos investidores de capital de risco.

"Existe um grande espaço para que funções online, como o Aprex, cresçam no Brasil”, afirma Roberto Icizuca, diretor de criação da ZeroUm Digital, responsável pelo pacote de aplicativos online Aprex, com leves inspirações do pacote BaseCamp.

Por maior que seja o poder das empresas internacionais, o executivo acredita no potencial do mercado entre usuários que não falem inglês ou prefiram trabalhar em português, algo oferecido pelo Aprex.

Marcus Regueira, gestor da Fir Capital, empresa de capital de risco que investe em novos negócios, vê também potencial para que serviços nacionais compitam globalmente. "O Brasil tem todas as condições de competir globalmente, desde que o modelo de negócios seja genuinamente global".

Além das habituais qualificações do empresariado brasileiro, como criatividade e domínio de tecnologia, Regueira vê a pequena quantidade de capital disponível como vantajoso, já que desenvolvedores nacionais formulam novos serviços "com menos dinheiro".

Enquanto novos empreendedores recorrem a investidores, a ZeroUm crê no retorno dos 500 mil dólares investidos do bolso dos próprios sócios em apenas um ano, graças à receita vinda de assinaturas e da reprodução de publicidade para usuários de contas gratuitas.

“Existem investimentos no Brasil em Web 2.0 e nós somos um exemplo vivo, ainda que sem capital de risco”, afirma Icizuca.

Regueira, pelo sentido contrário, acredita em um mercado um pouco menos aquecido pelo "estágio emergente do próprio mercado de Web 2.0 no mundo", que não traz nada de tão especial em relação às alternativas brasileiras, segundo o gestor.


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