Publicidade

19 de novembro de 2008

Empreendedores brasileiros da Web 2.0 investem em modelos testados nos EUA

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 13 de setembro de 2006 às 10h47
Atualizada em 13 de setembro de 2006 às 17h57

São Paulo - Entre a competição feroz de serviços internacionais e a falta de investimentos, o mercado de Web 2.0 nacional se apóia no gosto do usuário brasileiro por comunidades.

O termo Web 2.0 tomou forma no final de 2005 não apenas se propondo a oferecer ferramentas que ajudassem o usuário a interagir com o conteúdo online, como o pesquisador Tim O'Reilly definiu o conceito.

E, como todo conceito, uma nova onda de empresas e serviços chegaram ao mercado de internet. São aplicações online, que libertam o usuário do desktop e do sistema operacional, e, na maioria das vezes, permite a colaboração e participação intensiva do internauta na construção do conteúdo.

>Conheça serviços brasileiros de Web 2.0

Você gosta do Flickr, serviço de fotos do Yahoo!? Conhece o Digg, site onde o usuário manda o conteúdo e vota nas notícias mais importantes? Gosta de usar o Writley, do Google, para escrever os seus textos? Bem-vindo, você está na era da Web 2.0.

Uma nova safra de empreendedores brasileiros está apostando nessa idéia. Com pouco dinheiro, fruto de investimentos pessoais, e com modelos de negócios baseados nos desenvolvidos lá fora, essas empresas ainda não atrairam a atenção dos investidores de capital de risco.

"Existe um grande espaço para que funções online, como o Aprex, cresçam no Brasil”, afirma Roberto Icizuca, diretor de criação da ZeroUm Digital, responsável pelo pacote de aplicativos online Aprex, com leves inspirações do pacote BaseCamp.

Por maior que seja o poder das empresas internacionais, o executivo acredita no potencial do mercado entre usuários que não falem inglês ou prefiram trabalhar em português, algo oferecido pelo Aprex.

Marcus Regueira, gestor da Fir Capital, empresa de capital de risco que investe em novos negócios, vê também potencial para que serviços nacionais compitam globalmente. "O Brasil tem todas as condições de competir globalmente, desde que o modelo de negócios seja genuinamente global".

Além das habituais qualificações do empresariado brasileiro, como criatividade e domínio de tecnologia, Regueira vê a pequena quantidade de capital disponível como vantajoso, já que desenvolvedores nacionais formulam novos serviços "com menos dinheiro".

Enquanto novos empreendedores recorrem a investidores, a ZeroUm crê no retorno dos 500 mil dólares investidos do bolso dos próprios sócios em apenas um ano, graças à receita vinda de assinaturas e da reprodução de publicidade para usuários de contas gratuitas.

“Existem investimentos no Brasil em Web 2.0 e nós somos um exemplo vivo, ainda que sem capital de risco”, afirma Icizuca.

Regueira, pelo sentido contrário, acredita em um mercado um pouco menos aquecido pelo "estágio emergente do próprio mercado de Web 2.0 no mundo", que não traz nada de tão especial em relação às alternativas brasileiras, segundo o gestor.


OPINIÃO DO LEITOR
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
Yahoo sem Jerry Yang

Yahoo sem Jerry Yang

Empresa busca novo CEO. Saiba quais os desafios do Yahoo.

Tela geek: o pior e o melhor

Tela geek: o pior e o melhor

Confira uma lista dos melhores e piores filmes sobre a internet de todos os tempos.

Salve-se nas redes sociais

Salve-se nas redes sociais

Conheça 7 dicas sobre o que sua a empresa não deve fazer quando está nas redes sociais.

Charge: veja o Humor Beta

Charge: veja o Humor Beta

Novo blog do IDG Now!, o Humor Beta traz o lado divertido da tecnologia. Conheça.

12 truques para o Firefox 3

12 truques para o Firefox 3

Conheça funções escondidas ou não exploradas que tornam a navegação mais completa.

Assista a TV e filmes online

Assista a TV e filmes online

Sites agregam, organizam ou hospedam todo tipo de conteúdo de vídeo online.

Boas festas por e-mail

Boas festas por e-mail

Dicas para extrair o melhor do e-mail marketing no final do ano. Por Juliana Padron.

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...