Banda larga cresce 8,7% no 2º trimestre impulsionada por acesso a cabo
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 12 de setembro de 2006 às 12h42
Atualizada em 13 de setembro de 2006 às 11h57
São Paulo - Estudo trimestral da Cisco aponta 4,74 milhões de conexões banda larga no país, com aumento na participação de acesso por cabo.
O número de conexões à internet por banda larga cresceu 8,7% durante o segundo trimestre de 2006 em comparação ao período anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12/09) pelo estudo “Barômetro Cisco de Banda Larga”, formulado pela consultoria IDC.
Entre abril e junho deste ano, foram contabilizadas 379 mil novos acessos, o que levou a base instalada brasileira para 4,74 milhões de conexões com a tecnologia.
O setor de IP Dedicado, conexão à internet utilizada por grandes empresas, também cresceu no período, contabilizando aumento de 5,6% para cerca de 73 mil conexões no Brasil.
Na média, o acesso doméstico à banda larga concentra 98,5% das conexões, enquanto o IP Dedicado responde por apenas 1,5%.
O aumento, ligeiramente maior que os 8% registrado no trimestre anterior, é potencializado pela participação maior das conexões por cabo e o aumento na velocidade média utilizada pelo usuário nacional, segundo Roberto Gutierrez, analista consultor de banda larga do IDC Brasil.
A tecnologia xDSL de conexão manteve a queda na penetração, caindo 1 ponto percentual para 78,7%, enquanto as conexões por cabos saltaram de 16,1% para 17% no trimestre atual.
De acordo com Gutierrez, o aumento reflete ofertas mais agressivas de empresas de TV a cabo para conexão a internet. Para o executivo, a queda poderia até ser maior não fosse a vantagem técnica do xDSL contar com infra-estrutura pronta graças ao sistema telefônico.
Entre a velocidade de acesso, conexões com mais de 1 Mbps quase dobraram sua participação no período, pulando de 7% para 12%, enquanto as conexões entre 256 Kbps e 512 Kbps continuam perdendo espaço - caíram de 51% para 45% do mercado.
Segundo o estudo, a quase totalidade das novas conexões do trimestre excede a velocidade de 512 Kbps. Gutierrez afirma ainda que a queda na procura por tais acessos fez com que muitas operadoras tenham descartado conexões abaixo de 1 Mbps.
O aumento na procura, no entanto, implicou também na queda de 12% nos preços das conexões acima dos 1 Mbps. Pelo contrário, a queda na procura por acessos entre 128 Kbps e 256 Kbps resultou em aumento de 5% nos preços, graças à menor competitividade no setor.
O segundo trimestre apresentou também novas parcerias de operadoras com formuladoras de conteúdo para TV e voz, com o oferecimento de novos pacotes de VoIP para o usuário doméstico.
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