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19 de novembro de 2008

MySpace entra no mercado de música vendendo canções dos usuários

Por Jeremy Kirk, para o IDG Now!*
Publicada em 04 de setembro de 2006 às 15h41

Londres - Rede social venderá canções pelos perfis de usuários com preços definido pelos próprios artistas e sem tecnologia de controle de cópias.

O MySpace.com está lançando um novo serviço de download que enfatiza a música de artistas independentes, o mais recente em uma gama de serviços anunciados nas últimas semanas que esperam roubar a coroa do iTunes.

Alguns dos serviços, como o apoiado pela Universal Music Group, estão até oferecendo música gratuitamente, graças a anúncios integrados à loja online. Analistas, porém, dizem que todos terão problemas para desbancar o iTunes, da Apple Computer, de sua posição sólida do que está se tornando um mercado de downloads agitado.

"Ultimamente, há um grande volume de negócios, e o mercado não está grande o suficiente para sustentar 20 serviços diferentes", disse Jonathan Arber, analistas de pesquisas da Ovum, em Londres.

O serviço do MySpace.com, disponível já em beta, permite que usuários vendam suas músicas por suas páginas personalizadas do MySpace. A companhia fechou com parceira com a Snocap, empresa fundada pelo criador do Napster Shawn Fanning.

A grande base de usuários do MySpace, que ultrapassou os 70 milhões de usuários, poderá ser a chave do novo serviço para atrair diversas companhias de mídia e tecnologia que poderão se aliar para assegurar um pedaço do mercado de música digital.

Na semana passada, a Samsung Electronics revelou que lançaria um serviço de assinatura no final do ano com a parceira MusicNet. A loja online venderá 2 milhões de canções licenciadas de grandes gravadoras e 40 mil independentes.

Também na semana passada, a nova companhia SpiralFrog disse que oferecer downloads gratuitos de música apoiada no catálogo da Universal Music Group, com o lucro do serviço se concentrando na propaganda online. O SpiralFrog será lançado em beta no final do ano.

Enquanto o serviço do MySpace não tenha sido formalmente anunciado, um executivo e marketing da companhia começou a oferecer canções de um grupo chamado The Formato em sua página pessoal por 79 centavos de dólar cada.

O serviço permitirá que usuários integrem canções às suas páginas personalizadas que outros usuários podem comprar, escreveu Dani Dudeck, diretor de comunicações do MySpace. Para comprar canções, um usuário precisa de uma conta no serviço de transferência monetária PayPal, do eBay, e um endereço fixo nos Estados Unidos.

Artistas poderão definir os preços de suas canções, com uma pequena taxa de conveniência mantida pelo MySapce e pelo Snocap, de acordo com uma notícia publicada nesta segunda-feira (04/09) na revista Business Week.

O serviço poderá ter grande apelo para músicos aspirantes, permitindo que eles façam acordos de negócios com gravadoras e aumentando a penetração de suas músicas entre os usuários do MySpace.

É incerto, porém, se os grandes selos adotarão a novidade, principalmente, pelo temor em publicar uma canção sem tecnologia DRM, que controla a cópia dos arquivos, o que permitira que as gravadoras restringissem quantas cópias os leitores poderia fazer da música, diz Arber. Isto significa que canções podem, potencialmente, serem baixadas do MySpace e oferecidas em redes de compartilhamento ilegal.

Da mesma maneira, disse ele, a oportunidade para definir preços variáveis para as músicas oferecidas no MySpace pode ser mais atrativo para gravadoras, que lutam contra a insistência da Aplpe em manter as músicas do iTunes nos mesmo 99 centavos de dólar estipulados desde o começo do serviço.

A Apple se mantém atualmente como a líder no mercado de downloads de música. Usuários do iPod podem comprar canções compatíveis com o player da iTunes Music Store, enquanto todos os outros serviços oferecem arquivos em formatos incompatíveis.

O sucesso da empresa levou com que empresas tentassem outras abordagens, como a assinatura ou serviços com anúncios, com cada uma delas mostrando suas dificuldades.

Tanto o Napster como o Yahoo contam com serviços de assinatura em que usuários ganhavam acesso de milhares de canções desde que continuassem a pagar taxas mensais. O modelo de assinaturas, porém, não tem apresentado tanto sucesso, disse Arber.

Serviços que contam com anúncios, como o suportado pela Universal na semana passada pelo SpiralFrog, podem enfrentar maior competição de experientes companhias de internet.

"Já existem companhias que são melhores em atraírem anunciantes na internet", disse Arber.

*Jeremy Kirk é editor do IDG News Service, em Londres.

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