MSN: eu tenho o Messenger
Por Ralphe Manzoni Jr. editor executivo do IDG Now!
Publicada em 31 de agosto de 2006 às 07h00
Atualizada em 31 de agosto de 2006 às 14h39
Das 20 horas e 39 minutos que o brasileiro navegou pela internet em julho, pelo menos 4 horas e 53 minutos devem-se exclusivamente aos aplicativos de internet, o que representa 24% do tempo gasto na web.
Pelo menos, porque o Ibope/NetRatings, que mede esses dados, não tem como saber com exatidão a diferença entre o tempo gasto exclusivamente com os aplicativos e o com o surfar pelas páginas da web. Muitas vezes, os dois atos estão acontecendo simultaneamente.
De acordo com dados do Ibope/NetRatings, citados pelo MSN, 70% dos usuários domésticos que acessaram a internet em julho usaram o Messenger, o que representa 9,3 milhões de internautas. Em média, ficaram quase cinco horas usando o software. Nos últimos 12 meses, segundo dados internos do MSN, o crescimento da base de usuários do software de comunicação instantânea foi de 80%.
“A nossa estratégia de internet é bastante centralizada no que sabemos fazer: software”, explica Oliveira. “São aplicações que criam audiência, que eu posso vender para o anunciante”. Sadia e Coca-Cola são exemplos de empresas que anunciaram no Messenger.
Windows Live
O MSN está, neste momento, passando por uma das transições mais importantes da sua história: a migração para os serviços Windows Live.
De forma resumida: pressionada por competidores, como o Google, a Microsoft, dona do MSN, está levando uma série de aplicativos para a web. Essa estratégia foi batizada de Windows Live, que reúne uma série de iniciativas para migrar alguns dos produtos da empresa para a plataforma de internet.
O primeiro produto a migrar, no Brasil, foi o Messenger, que agora se chama Windows Live Messenger. Metade dos usuários já adotou a nova plataforma. O serviço de e-mail gratuito Hotmail, segundo produto mais importante da empresa, com 20,8 milhões de contas ativas, está em fase beta. Hoje, pode armazenar 250 MB. Quando entrar no ar, vai passar para 2 GB, equiparando-se aos seus concorrentes. “Mas não deixamos de crescer por causa disso”, argumenta Oliveira.
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