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09 de julho de 2009
internet
Mídia Digital

Conheça a estratégia do UOL para se manter líder em conteúdo no Brasil

Por Ralphe Manzoni Jr., editor executivo do IDG Now!

Publicada em 17 de agosto de 2006 às 08h00
Atualizada em 17 de agosto de 2006 às 10h34
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“Creio que, em quatro ou cinco anos, haverá um equilíbrio entre receita de assinaturas e de publicidade”, estima Epperlein. “Há ainda muito espaço para crescer na área de assinaturas”, acrescentou o executivo, apoiando-se no fato de que existem muitos brasileiros fora da vida digital. Segundo o Ibope, 33 milhões de brasileiros acessam a internet no Brasil de casa, do trabalho, de escolas e de cibercafés.

Mas a desigualdade digital brasileira não se resume apenas a quantidade de usuários de internet. No primeiro trimestre de 2006, os anunciantes investiram 67 milhões de reais em publicidade online, segundo dados do projeto Inter-Meios, um crescimento de 34%. Muito? Na divisão do bolo com as outras mídias, ela representa apenas 1,86% do total gasto com publicidade. Nos Estados Unidos, a propaganda online movimentou 12,5 bilhões de dólares em 2005, 6% do total.

Esses dados do Brasil não levam em conta os gastos com links patrocinados. Ainda nova no Brasil, esta é uma modalidade de publicidade online de grande crescimento e que, segundo estimativas consensuais no mercado de internet, já deve representar 20% das receitas online.

Banda larga

A equação para aumentar a receita com publicidade no Brasil passa pela adoção em larga escala da internet em banda larga. A conta é simples: mais assinantes de banda larga é igual a mais navegação na web que, por sua vez, aumenta o consumo de produtos online e o de publicidade vista na web.

De acordo com a pesquisa Barômetro Cisco de Banda Larga, realizada pela empresa de consultoria em tecnologia IDC, havia 4,3 milhões de conexões de banda larga no primeiro trimestre de 2006 no Brasil. Só o UOL conta com 697 mil assinantes. O Terra, principal rival nessa área, diz que tem o dobro.

E neste quesito, o UOL tem uma desvantagem em relação aos seus principais concorrentes. Não está ancorado em uma operadora de telefonia fixa.  “Entramos um ano depois do Terra em banda larga, mas por uma questão financeira. Não gosto de perder dinheiro”, justificou Epperlein. Sobre os dados do concorrente, foi enfático. “Eu acompanho a minha participação de mercado e ela tem crescido”.

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