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21 de setembro de 2009
internet
Áudio & Vídeo

Microsoft desafia supremacia da Apple em música digital

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

Publicada em 16 de agosto de 2006 às 07h30
Atualizada em 16 de agosto de 2006 às 10h17
Continuação da página anterior

A decolagem do mercado de música digital no Brasil passa pela inclusão digital?
Absolutamente. Aliás, o futuro do país como um todo passa pela inclusão digital. Estes movimentos de open source, de “Napsterização” serviram como elemento crítico para amolecer aquela indústria fonográfica engessada de 2000.

Empresas fonográficas hoje olham com toda atenção para a Apple, que se nega a pagar preços diferentes por músicas diferentes e peita gravadoras para manter as regras estabelecidas.

Se o fenômeno iTunes e iPod não tivesse acontecido, estaríamos em um mundo em que as ações de gravadoras e empresas fonográficas continuariam caindo como estavam há três anos.

Ainda não sofremos este ciclo no Brasil, em que entendemos que as pessoas precisam de condições de pagar alguma coisa pela música. Por esta questão econômica, acho que, para o mercado nacional, o sistema de assinatura é bom por que não fica pesado para ninguém.

Você pode ter acesso a milhões de trilhas desde que pague a continha igual ao do gás, da luz e do telefone celular que todo brasileiro dá um jeito de pagar. Agora, se for cobrar muito mais, vai ser mais difícil. Vai funcionar?  Vai, mas a assinatura torna tudo mais fácil.

Por mais distante que pareça, de 12 a 24 meses, o cenário de música digital na América Latina mudará tremendamente. Passaremos da fase do pioneirismo para a de estar pronto para atender os usuários.

Quem vai liderar esta “revolução” na venda de músicas digitais, as gravadoras ou as plataformas de venda online?
A resposta clássica é que “o dono dos direitos autorais sempre vence”. O que é mais importante neste mercado? O talento. O que poderia mudar a estrutura pela qual são feitos os negócios hoje? A tecnologia, que é sempre vista com maus olhos pelos detentores de direitos autorais.

Na invenção do DVD, todo mundo achou que fosse ser o fim do cinema. E estas “verdades” vão sendo negadas a cada dia. O “Piratas do Caribe 2” bateu todos os recordes de audiência no cinema.

Quem vai ganhar? Não acho que alguém vai ganhar. O relacionamento é simbiótico – um não pode viver sem o outro. O Caetano Veloso não seria o Caetano Veloso se se preocupasse com as mesmas coisas de um empresário do mercado.

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