Microsoft desafia supremacia da Apple em música digital
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 16 de agosto de 2006 às 07h30
Atualizada em 16 de agosto de 2006 às 10h17
São Paulo - O diretor da LabOne, Ricardo Cidale, avalia o mercado de música digital no Brasil e discute Apple x Microsoft e modelo de assinaturas.
O mercado de música digital no Brasil deverá estar maduro até final de 2007. Essa é a previsão de Ricardo Cidale, diretor-presidente da LabOne, empresa de aplicações multimídia online, especialista no assunto.
Nesta entrevista, Cidale defende que o modelo de assinaturas, na qual o usuário paga uma mensalidade em vez de preço unitário por cada música, é o melhor para o Brasil e a América Latina.
Ele também criticou a incompatibilidade dos DRM (digital right management, tecnologia que protege os direitos autorais) que impede que players de diversos concorrentes "toquem músicas entre si".
Por fim, prevê que a Microsoft, quando lançar o seu serviço de música online e o seu player Zune, deve roubar mercado da Apple. "A Microsoft tem um histórico de demorar para fazer as coisas, mas, quando faz, é muito incisiva."
Leia os principais trechos desta entrevista:
O mercado de música digital brasileira começou a se aquecer neste ano quando o UOL apresentou a Megastore, o iMúsica fechou acordos com os quatro selos major do Brasil e o iG e o Terra anunciaram serviços similares até o fim do ano. Como o sr. avalia este mercado de música digital que está nascendo no Brasil?
Eu acho que estamos em fase de formação. O catálogo de músicas [das lojas online] é muito pequeno: são algumas dezenas de milhares de canções, quando o correto seriam centenas de milhares.
Enquanto o mercado mundial está ebulindo, o Brasil está um pouco diferenciado por questões geopolíticas e econômicas.
Os investimentos feitos agora são importantes e devem acelerar na medida em que o mercado aconteça.
Muita pirataria tem atrasado o mercado e criado um certo ceticismo no empresariado responsável pela distribuição de música no país.
Antes do mercado de música dar certo no país, acho que existe uma relação econômica que deve ser resolvida no Brasil.
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