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09 de julho de 2009
internet
Legislação

Grupo acusa buscadores de bloqueio próprio de conteúdo na China

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 10 de agosto de 2006 às 11h06

São Paulo – Human Rights Watch lista sites, como revista Time e agência BBC, bloqueados por Google, Yahoo e MSN, e não por provedores chineses.

Sites de internet que alegadamente sobrevivem da liberdade de expressão estão ferindo gravemente os direitos humanos em seus serviços na China, acusa a organização Human Rights Watch com o documento “Race to the Bottom - Corporate Complicity in Chinese Internet Censorship".

No relatório, divulgado nesta quinta-feira (10/08), a organização afirma que grandes empresas, como Google, MSN, Yahoo e Skype, têm bloqueado acesso e contato com a mídia internacional, seguindo as estritas leis de censura do Governo Chinês.

Entre as fontes de notícias citadas pelo Human Rights Watch que não podem ser acessadas pelos serviços, fazem parte a revista Time, o jornal New York Times a revista Time, o buscador de blogs Technorati e os sites da Anistia Internacional, do Unicef e da própria Human Rights Watch.

O documento ainda compara os resultados de diversos sites considerados potencialmente perigosos pelo Governo Chinês com o serviço de buscas local Baidu. Ao invés de bloquear as páginas por si mesmo, como o MSN chinês, o Yahoo China e o Google.cn estão fazendo, o Baidu deixa com que os provedores chineses façam a tarefa.

Segundo o grupo, o bloqueio feito pelos próprios buscadores indica não só complacência, mas também que grandes empresas de internet na China estão contribuindo ativamente com a censura na China.

O grupo alega que a maior parte das empresas de internet não tenta nem resistir aos pedidos da China e que a entrega de dados confidenciais deveria acontecer apenas se houvesse procedimentos legais e documentados.

Como forma de combate, o Human Rights Watch sugeriu que os Governos dos Estados Unidos e da Europa aprovassem legislação proibindo que companhias guardassem dados em países onde há uma forte política de punição contra o exercício de direitos humanos, como a liberdade de expressão.

Novas leis também deveriam proibir que empresas divulgassem dados para a censura, disse o grupo.

Se estas leis e outras foram aprovadas, todas as empresas operarão de acordo com os mesmo padrões, segundo o grupo. De outra forma, todos deverão operar segundo os padrões definidos pelas companhias mais aptas a agradar o Governo da China, diz o anúncio.

Companhias de internet já foram criticadas por suas ações na China, incluindo em um recente relatório da Anistia Internacional.

Na ocasião, Yahoo e Microsoft defenderam suas políticas dizendo que devem cumprir as leis locais. O Yahoo disse acreditar que oferecer mesmo uma presença limitada no país pode ter uma grande diferença do que não estar presente no mercado chinês.

Em reação ao documento da Anistia, o Google disse que seu buscador regional expande o acesso a informações na China e que não pretende levar serviços como e-mail e ferramenta de blog na China por não poder garantir a privacidade dos seus clientes.


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