Google Inc. diz que leva combate a crimes no Orkut “muito a sério”
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 04 de agosto de 2006 às 19h09
Atualizada em 04 de agosto de 2006 às 19h17
São Paulo - Empresa alega que vem respondendo a solicitações feitas de forma apropriada. MPF vai abrir ação cívil contra Google Brasil.
O Google negou, por meio de uma declaração enviada ao IDG Now!, as alegações de que não coopera com a Justiça brasileira para combater os crimes de pedofilia no Orkut.
Na quinta-feira (03/08), a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Luis Eduardo Greenhalgh, entregou à embaixada norte-americana no País um documento que será enviado ao Parlamento dos Estados Unidos, em que afirma que o Google Inc. “tem demonstrado maior resistência em colaborar para a investigação dos crimes cibernéticos” no Brasil.
Em resposta, o Google Inc. afirmou que “leva o assunto de conteúdo ilegal no Orkut muito a sério”. A empresa alega ainda que está constantemente desenvolvendo novas ferramentas para detectar e remover conteúdo inapropriado do site, bem como outras maneiras de combater os que abusam do serviço.
A companhia diz que atendeu a todas as ordens judiciais endereçadas e entregues ao Google Inc. de forma “apropriada” e que, nos últimos dois meses, produziu dados para atender prontamente a oito ordens legais criminais, além de ter preservado dados em mais de 60 casos para garantir o prosseguimento de investigações de autoridades legais do País.
Segundo Sérgio Suiama, coordenador do grupo de combate a crimes cibernéticos do Ministério Público Federal, em São Paulo, o Google Inc. adotou uma nova estratégia de cooperação nos casos de crime no Orkut, tendo nomeado o advogado Durval Noronha seu procurador legal no País, medida à qual o procurador se opõe.
“Não se pode deixar todo o sistema de Justiça de um país dependendo de uma procuração que pode ser revogada a qualquer momento. Quem deve receber e processar essas solicitações é o Google Brasil, que possui uma estrutura fixa no País, a exemplo do que fazem as outras multinacionais de internet que atuam aqui, como a Microsoft e o Yahoo”, argumenta Suiama.
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