Publicidade

21 de novembro de 2008

Kazaa fecha acordo com indústria fonográfica para se legalizar

Por Nancy Gohring, para o IDG Now!*
Publicada em 27 de julho de 2006 às 11h28
Atualizada em 27 de julho de 2006 às 17h22

Dublin - Serviço P2P anuncia acordo de US$ 100 milhões com indústrias fonográfica e cinematográfica para comercializar conteúdo legal.

Em um dramático desfecho para uma batalha legal entre o software de compartilhamento P2P Kazaa e a indústria fonográfica, a Sharman Networks, desenvolvedora do aplicativo, revelou nesta quinta-feira (27/07) que fechou acordos em dois processos que sofria.

O Kazaa afirmou que não revelaria o tamanho do acordo com a Federação Internacional da indústria Fonográfica, grupo que representa a indústria de gravação, classificou a quantia como "substancial". Segundo a agência Reuters, a soma chega a 100 milhões de dólares.

Como parte do acordo, o Kazaa disse que implantaria novamente suas tecnologias de filtragem que impediram que usuários usassem seu software para compartilhar conteúdo cujos direitos autorais eram protegidos.

A Sharman e a indústria cinematográfica também disseram que trabalhariam juntas para desenvolver um modelo legal de distribuição de músicas e filmes.

O acordo põe um fim às batalhas legais nos Estados Unidos e na Austrália iniciadas por grandes gravadoras, incluindo Universal Music, Sony BMG e EMI, em uma tentativa de parar as infrações de patente dentro da rede de compartilhamento Kazaa. As ações legais foram iniciadas contra a Sharman Networks, responsável pelo software.

Os envolvidos no caso foram vagos quanto ao futuro modelo do Kazaa. O serviço P2P planeja trabalhar com produtoras de música e filmes para tornar o compartilhamento P2P de arquivos parte do futuro do entretenimento digital online, segundo o Kazaa.

O aplicativo fará anúncios mais detalhados sobre seu novo modelo de negócios "no futuro", mas disse que ainda é muito cedo pra dizer exatamente como a mudança acontecerá, disse Felicity Campbell, porta-voz da Sharman Networks.

O acordo segue uma ordem judicial proferida pela Justiça da Austrália no ano passado em que um juiz concluiu que o Kazaa autorizava a ampla violação de trabalhos sob proteção autoral, ordenando que o Kazaa faça mudanças em seu sistema.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu no último ano que a Sharman poderia ser responsabilizada pelas infrações de direitos autorais cometidas por seus usuários. Na ocasião, entretanto, o Kazaa disse que a decisão não poderia ser aplicada já que o aplicativo obrigada os usuários a concordarem em não usar a rede para infringir a lei de propriedade intelectual.


OPINIÃO DO LEITOR
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
Yahoo sem Jerry Yang

Yahoo sem Jerry Yang

Em busca de novo CEO, Yahoo enfrenta grande desafio, agora sem Google ou Microsoft.

Tela geek: o pior e o melhor

Tela geek: o pior e o melhor

Confira uma lista dos melhores e piores filmes sobre a internet de todos os tempos.

Salve-se nas redes sociais

Salve-se nas redes sociais

Conheça 7 dicas sobre o que sua a empresa não deve fazer quando está nas redes sociais.

Charge: veja o Humor Beta

Charge: veja o Humor Beta

Novo blog do IDG Now!, o Humor Beta traz o lado divertido da tecnologia. Conheça.

12 truques para o Firefox 3

12 truques para o Firefox 3

Conheça funções escondidas ou não exploradas que tornam a navegação mais completa.

Assista a TV e filmes online

Assista a TV e filmes online

Sites agregam, organizam ou hospedam todo tipo de conteúdo de vídeo online.

Boas festas por e-mail

Boas festas por e-mail

Dicas para extrair o melhor do e-mail marketing no final do ano. Por Juliana Padron.

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...