Horário eleitoral já começou na internet
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 26 de julho de 2006 às 07h00
Atualizada em 26 de setembro de 2006 às 14h33
São Paulo - A campanha está a pleno vapor na internet, com os sites pessoais dos candidatos ou com vídeos no YouTube. Saiba o que pode e o que não pode e veja onde denunciar propaganda irregular.
Blogs, chats, fóruns, mensageiros instantâneos, webcasts, podcasts, vídeos. Com o aumento do número de internautas, que já passam de 33 milhões no Brasil, a internet vem ganhando um espaço cada vez mais significativo na disputa política, oferecendo não só um novo arsenal de recursos aos candidatos, mas propondo também um novo modelo de interação com o eleitor.
Se nos palanques e horários eleitorais gratuitos os políticos discursam às massas populares, em um movimento unilateral, a internet traz para a campanha uma nova dinâmica, multilateral, em que o eleitor pode opinar, criticar, defender, enfim, debater as propostas do partido e a plataforma proposta pelo candidato.
“É um rompimento de paradigma, especialmente porque a política no Brasil é muito discursiva. O político que souber usar a internet da forma adequada, vai se dar bem”, afirma o publicitário Alessandro Bender, autor do manual prático para campanhas online E-Leição.
Leia neste especial de eleições:
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>A urna eletrônica é segura?
>Até 2012, todas as urnas terão recurso biométrico
>Empresa brasileira exporta urnas eletrônicas
>Que países já usaram a urna brasileira?
>Fotos: referências dos candidatos na web
Segundo Bender, a internet já vem sendo amplamente utilizada para praticar política no mundo, e mesmo no Brasil, o hábito de discutir política na web vem se tornando cada vez mais difundido. Somente no site de relacionamentos Orkut é possível encontrar mais de 900 comunidades ligadas ao tema.
Mas os políticos brasileiros começarão a despertar para esta prática nestas eleições. “Até as FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o Exército Zapatista, no México, têm sites na internet, e os políticos brasileiros não têm”, critica o publicitário.
Para ele, os candidatos devem dar os primeiros passos em relação ao uso da internet para fazer política nessas eleições, criando sites, mas deixando a desejar no quesito interatividade. “Acredito que veremos os candidatos colocando páginas no ar, como um cartão de visitas virtual, mas esquecendo de contratar alguém para responder os e-mails”, brinca Bender.
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