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21 de setembro de 2009
internet
Legislação

Defensores da neutralidade na web perdem votação no Senado dos EUA

Por Grant Gross, para o IDG Now!

Publicada em 28 de junho de 2006 às 20h25

Washington - Empresas que defendem tratamento igual na internet sofrem revés nos EUA e podem ver luta adiada em até um ano.

O Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado dos Estados Unidos rejeitou a proposta que requeria que os provedores de banda larga de internet dessem para seus competidores a mesma velocidade e qualidade de serviços que dão para seus parceiros de negócios.

A votação, que ficou empatada em 11 a 11, significa que a emenda proposta pelos defensores da “neutralidade na web” não irá ser considerada no plenário.

Esta emenda, que faz parte de uma legislação mais ampla sobre banda larga, impedia empresas de telecomunicações, como a AT&T e a Comcast, de cobrar uma taxa extra baseada no tipo de conteúdo transmitido pelas companhias de internet.

As companhias de comércio eletrônico que defendem as regras de neutralidade na web são empresas que têm um enorme lucro entregando conteúdo multimídia sobre as redes de provedores de banda larga, afirmou o senador republicano pelo Alasca, Ted Stevens, responsável pelo comitê do Senado.

A rejeição da proposta pelo Comitê de Senado dos Estados Unidos significa que a briga pela “neutralidade na web” pode ser adiada em um ano. No começo deste mês, o Congresso norte-americano aprovou sua própria versão da legislação de banda larga por 269 a 152, rejeitando a emenda sobre a neutralidade da web.

O conceito de neutralidade na web, que tem o apoio de políticos do Partido Democrata e de empresas como Google, eBay, Amazon e Microsoft, é simples: todos os sites devem ser tratados de forma igual.

Eles argumentam que sem uma legislação específica, os grandes provedores de banda larga vão bloquear ou degradar o conteúdo de seus competidores, criando estradas mais lentas para os concorrentes e mais rápidas para os seus parceiros de negócios.

Porta-vozes da AT&T e da BellSouth já informaram que têm planos de negócios que permitiriam a eles cobrar taxas extras para entregar preferencialmente o conteúdo web de certas empresas.

Grupos de consumidores criticam a rejeição da emenda pelo Senado norte-americano. “A votação apertada, no entanto, diz que a questão está ganhando atenção”, disse Ben Scott, diretor da Free Press, um grupo que apóia a diversidade da mídia.

“A Comissão do Senado dos EUA deu o controle da internet para as empresas de telefonia e cabo”, declarou Gigi Sohn, presidente do grupo de direitos ao consumidor Public Knowledge.

Grant Gross é editor do IDG News Service, em Washington.

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