iMusica aposta em Chico Buarque para aumentar apelo da música digital no país
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!*
Publicada em 17 de maio de 2006 às 18h15
Atualizada em 17 de maio de 2006 às 22h15
São Paulo - Diretor-executivo do serviço diz que venda de álbum "Carioca" do cantor poderá dar aval e popularidade à venda legal de canções no Brasil.
Depois do cinema, da música e da literatura, Chico Buarque invade outro meio: a internet. Pela primeira vez, uma obra do cantor carioca - no caso, o CD "Carioca" - chega legalmente à internet ao mesmo tempo em que nas lojas do país.
Em parceria com a gravadora Biscoito Fino, responsável pelo artista, o serviço iMusica oferece, desde o começo de maio, as 12 músicas do novo disco de Buarque, primeiro inédito do cantor desde "As Cidades", de 1998.
Mais do que o possível potencial comercial de contar com músicas do cantor no serviço, Felippe Llerena, diretor-executivo do iMusica, vê na estréia online de Buarque como uma grande aliada para arregimentar um público que ainda não está acostumado em comprar músicas sem sentir, fisicamente, o disco.
"O Chico é um artista que atinge vários perfis, do jovem que escuta a (roqueira baiana) Pitty ao senhor de 70 anos. A entrada de um artista de grande apelo, que forma opinião, dá aval à venda digital de um álbum na íntegra no Brasil".
Antes da parceria, que também vendeu o álbum "Choro Rasgado", de Francis Hime, apenas canções selecionadas do artista, como "Bom Conselho" e "Medo de Amar", estavam disponíveis para compra online.
Llerena aposta que muitas das músicas do disco "Carioca" estarão entre as mais vendidas e até evita fazer projeções de crescimento. "Vendemos uma média de 12 mil a 18 mil músicas por mês."
O executivo, pelo contrário, vê uma espécie de investimento na comercialização digital de grandes artistas atualmente. "Nosso trabalho é de catequese. Queremos formar um hábito para que a venda digital de músicas se torne uma realidade no Brasil".
Se ainda não é, o mercado de multimídia comercial no Brasil começa se encaminhar para a maturidade. O iMusica fechou contrato com as gravadoras Sony-BMG e Universal e, desde então, conta com o acervo das quatro maiores companhias do Brasil - Warner e EMI completam o grupo.
Quase ao mesmo tempo, o UOL inaugurou na surdina seu serviço de e-commerce, o MegaStore, que conta, até o momento, com o catálogo da EMI e da Universal. O iG, por sua vez, já adiantou que terá serviço semelhante, mas preferiu não se declarar sobre prazos.
Pela formação do hábito entre os usuários brasileiros, Llerena vê o surgimento de competidores como algo positivo.
"A entrada dos concorrentes é ótima para crescer toda a plataforma. Neste sentido, eles são muito bem vindos, por que vão precisar passar pelos mesmos processos que nós passamos".
A entrada de artistas de enorme apelo, junto ao surgimento de outros serviços de e-commerce, será responsável, segundo o executivo, pela maturidade que o mercado experimentará a partir do ano que vem.
A partir do momento em que grandes lojas começarem a atrelar promoções com a música digital, a venda legal no Brasil começará a deslanchar, analisa Llerena.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Yahoo estreia campanha global para destacar recursos de personalização
- Distribuidora restringe uso da web para combater problemas com vírus
- Empresas de análise do tráfego na internet unem forças
- Google afirma às autoridades dos EUA que Apple vetou o aplicativo Voice
- McDonald´s quer reforçar integração tecnológica na América Latina
- Saiba os cuidados que blogueiros devem ter na hora de fazer campanha na rede

Você apoia a liberação da web nas eleições?
Eleição online
Câmara aprova reforma eleitoral com internet livre nas campanhas. Acompanhe o projeto.
5 tendências para o Twitter
O que o futuro reserva para o serviço de microblog aumentar sua relevância na internet.
A busca é o Graal digital?
Os buscadores nos trouxeram a possibilidade de explorar uma nova “inteligência natural”.
Links patrocinados






