Internet é vício para 50 milhões de pessoas, diz estudo dos EUA
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 16 de maio de 2006 às 08h38
Atualizada em 16 de maio de 2006 às 21h58
Sâo Paulo - Termos “dependência de internet” e “uso patológico da internet” destacam caráter de doença do problema, diz pesquisadora.
Em meados de 1996, o número de usuários de internet no planeta era estimado em 37 milhões, equivalentes a 0,88% da população da época.
Dez anos depois, 15,7% do mundo navegam pela rede de computadores, com um total que já passou o primeiro bilhão de usuários, segundo dados do serviço Internet World Stats.
Em pouco tempo, a internet se tornou parte fundamental da vida pessoal e profissional de boa parte da humanidade, mas tanto a sua importância como os efeitos que acarreta nos usuários ainda não são bem compreendidos.
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Por conta disso, Diane Wieland, diretora do Programa de Enfermagem da Universidade La Salle, nos Estados Unidos, decidiu investigar como o excesso de uso tem afetado os internautas.
A pesquisadora analisou estudos comportamentais conduzidos desde 1997 para tentar traçar um panorama da dependência de internet. Os resultados foram publicados em artigo na revista Perspectives in Psychiatric Care.
Diane destaca que o caráter de doença é reconhecido pelos especialistas. Os termos “dependência de internet” e “uso patológico da internet”, por exemplo, já constam do Diagnostic and Statistical Manual da Associação Psiquiátrica Norte-americana.
A pesquisadora afirma que, embora seja uma valiosa ferramenta para comunicação, a internet “tem propriedades que, para alguns indivíduos, promovem comportamentos viciosos e relacionamentos interpessoais de falsa intimidade”. Ela estima que de 5% a 10% extrapolam o uso da internet de alguma forma, o que daria, no mínimo, 50 milhões de pessoas.
Segundo a pesquisadora, a internet tem mudado a maneira como as relações pessoais são iniciadas e desenroladas. Aqui, a rede apresenta diversos pontos positivos, como uma ferramenta que pode ajudar no estabelecimento de contatos pessoais. Do lado negativo, há um grande risco do surgimento de contatos superficiais e de falsa intimidade, “que podem se desenvolver com elevada freqüência”.
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