Redes P2P e BitTorrent: conteúdo online de grão em grão
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 16 de maio de 2006 às 08h00
Atualizada em 16 de maio de 2006 às 08h53
Invés de passar o arquivo inteiro para outro usuário, as redes BitTorrent “quebram” a música ou vídeo em diversos pacotes de tamanho menor que o original. Ao se conectar aos outros PCs da rede, o sistema transfere determinados pacotes de diversas fontes com maior velocidade.
Outro fator que ajuda na velocidade é a capacidade do usuário que baixa o arquivo conseguir transferí-lo para outros micros sem que tenha o documento finalizado em sua máquina. Isso torna a rede de usuários muito mais ampla.
A capacidade de distribuir grandes quantidades de conteúdo aproveitando a banda e o poder de processamento não usados por milhões de computadores conectados em rede já começou a chamar a atenção de empresas do setor de entretenimento para as redes BitTorrent.
Empresas como a Linspire e a organização OpenOffice.org, por exemplo, já oferecem cópias do sistema operacional Lindows e do pacote de softwares de produtividade OpenOffice pela tecnologia – a primeira paga e a segunda, gratuita.
A rede original homônima que batizou a tecnologia já vinha sinalizando querer harmonia com estúdios de cinema e gravadoras de música ao anunciar que tiraria filmes piratas de sua rede. No início da semana passada, a BitTorrent anunciou que fechou parceria com a Warner para distribuir séries e filmes do estúdio legalmente.
Os arquivos seriam distribuídos livremente com ferramentas de DRM (Digital Rights Management) que tornariam sua reprodução possível apenas após a compra.
Mesmo que estejam longe de figurar como atividades legais, as redes de compartilhamento já começam dar os primeiros passos para deixar de ser vilãs da indústria de entretenimento.
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