Como agem os pais
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 29 de março de 2006 às 08h00
São Paulo – Três pais contam suas experiências com a navegação de internet de seus filhos. E você, como age?
O medo de a filha Maria Teresa Gurgel encontrar qualquer tipo de material ofensivo levou o militar Marcelo Gurgel do Amaral Silva, de 37 anos, a comprar um filtro para internet. “Ela já entra na internet sozinha e a gente sabe que até por acidente a pessoa pode clicar em lugares errados”, afirma Silva, sobre a menina de sete anos.
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Silva cita uma ocasião para ilustrar seu receio. Ao procurar pela personagem Jasmine, do desenho animado “Aladdin”, o serviço de imagens do Google retornou muitas imagens que não tinha relação nenhuma com o filme da Disney.
“Quando estou em casa, acompanho-a na internet. Mas hoje ela já tem certa independência com o PC”, complementa, alegando o mesmo motivo que a maioria dos pais que contratam serviços de filtragem: a falta de tempo.
Cláudio Simões de Oliveira não pode alegar o mesmo. Dono de uma LAN house em Santo André, o paulistano de 26 anos instalou um filtro de conteúdo nos dez PCs do estabelecimento, tanto pela experiência no ramo como pela filha Giovana, de cinco anos, que usa as máquinas.
“Conheço bem os perigos que alguém pode encontrar online”, afirma. Oliveira conta que o que o levou a contratar o serviço, em novembro, não foram problemas com as crianças, mas a influência dos adultos. “Os usuários entravam em site pornográficos e baixavam conteúdo inapropriado em redes P2P e elas eram obrigadas a conviver com isso. A criança não entra nesse tipo de site naturalmente”, acredita.
Há, por outro lado, um grupo de pais que não vê objeções no uso da web sem restrições de seus filhos. Vitor Luiz de Souza, de 13 anos, é um exemplo de adolescente que navega livremente. “Quero comprar um PC só pra eu usar, por que o de casa só meus filhos usam”, afirma sua mãe de Vitor, a vendedora Deise de Souza, de 47 anos.
“Nunca conversei com ele sobre o assunto, nem mexi na sua máquina atrás de material inapropriado”, diz Deise, alegando total falta de conhecimento do assunto. Mesmo sem conhecimento, a vendedora tem entre seus receios o contato de Vitor com material pornográfico e sobre drogas, além de pedofilia e aliciamento de menores.
A pesquisa “Digital Family”, conduzida pela Symantec, afirma que Deise não é a única que tem medo, mas não conhece exatamente as ferramentas que podem ajudar. Dos 250 pais escutados pelo estudo, apenas nove revelaram utilizar um aplicativo de filtragem online para controlar a navegação dos filhos.
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