Google Brasil diz que não é responsável por monitorar Orkut
São Paulo - Em audiência hoje no Ministério Público Federal, diretor do Google Brasil promete encaminhar denúncias de crimes no Orkut à matriz.
Em audiência realizada na tarde desta sexta-feira (10/03) no Ministério Público Federal, em São Paulo, o diretor do Google Brasil, Alexandre Hohagen, explicou que a empresa não é responsável pelo monitoramento do Orkut, onde foram identificadas comunidades virtuais de brasileiros que cometem crimes contra os direitos humanos.
"O Google Brasil não tem nada a ver com o Orkut, que é um serviço hospedado nos Estados Unidos", explicou Hohagen em entrevista ao IDG Now! após a audiência. "Estamos aqui para fazer negócios e não controlar tecnologias ou serviços", ressaltou.
A intimação para a audiência, recebida por Hohagen na quarta-feira (08/03) foi feita pelo MPF com base em um relatório de 150 páginas recebido no final de fevereiro resultante da apuração da SaferNet, organização não governamental que monitora crimes contra os direitos humanos na web.
Segundo Thiago Tavares, presidente da SaferNet, que também esteve presente à audiência, o dossiê de 150 páginas - colhido entre dezembro de 2005 e o final de janeiro dste ano - inclui materiais relacionados a pornografia infantil, crimes raciais, venda de drogras, de receitas médicas em branco e de remédios sem receita na comunidade online Orkut, do Google.
Hohagen afirmou que o Google Brasil não tinha conhecimento das comunidades ilegais. "Nunca chegou para nós uma solicitação sobre estas comunidades. E todas as solicitações que recebemos são encaminhadas ao Google Inc., que retira as comunidades ilegais do ar."
Após a audiência, que segundo Hohagen "foi bastante tranqüila", o Google Brasil deve preparar um relatório para a matriz da empresa na Califórnia a respeito das denúncias. "No final foi um bom encontro para estabelecer um contato a respeito das solicitações da Justiça."
A Polícia Federal, por exemplo, pede que o Google libere logs de criadores de comunidades ilegais, disse Tavares, da SaferNet.
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