Firefox enfrenta o desafio do crescimento
Por IDG Now!
Publicada em 22 de setembro de 2005 às 12h21
Com a chegada do IE 7, o browser da Mozilla tem uma série de desafios para romper a barreira do uso apenas pelos aficionados por tecnologia.
Quando a versão 1.0 do Firefox foi lançanda em novembro de 2004, causou sensação.
Enfim, surgia um browser que parecia mais seguro e com mais recursos do que o quase úbiqüo Internet Explorer (IE), da Microsoft, que por anos teve mais de 90% de participação de mercado.
Desde que foi lançado a versão 1.0, o Firefox conseguiu o que nenhum outro browser havia conseguido até então: ganhar adpetos entre os usuários às custas do IE.
Atualmente, o Firefox tem entre 7% e 9% de participação de mercado, segundo várias institutos de pesquisas.
Perto de completar seu primeiro ano, a Fundação Mozilla, que desenvolve o navegador de código aberto, enfrenta um desafio significante para manter o passo na adoção de seu browser.
Isto inclui descobrir e corrigir rapidamente falhas de segurança, competir contra a próxima versão do IE (que deve ser lançada em dezembro) e fazer com que a adoção do Firefox ultrapasse os aficionados por tecnologia.
Os vários problemas de segurança enfrentados pelo Firefox nos últimos meses faz parte da vida de um produto jovem, mas pode desapontar os usuários migraram para o Firefox esperando estar imunes a problemas de segurança.
À medida que o mito de o Firefox ser um browser totalmente seguro evapora-se, a Microsoft está atualizando o IE (a versão 7, atualmente, está em fase de testes) e espera desenvolver os recursos que afugentaram uma parte dos usuários do Explorer e o levaram para o Firefox.
Apesar de o Firefox ter algo entre 40 milhões e 50 milhões de usuários ativos, de acordo com a Fundação Mozilla, ele precisa romper a barreira dos usuários que não são aficionados por tecnologia bem nos departamentos de tecnologia para ultrapassar a barreira dos 10%, acreditam analistas de mercado.
A primeira e grande atualização do Firefox, que tem o codinome de Deer Park, também conhecido como versão 1.5, está agora em fase de testes e deve ser anunciada entre novembro e dezembro deste ano.
Os próximos meses, na visão de analistas de mercados, serão críticos para que o Firefox mantenha sua base de usuários e se transforme em uma alternativa viável ao IE.
"As melhorias do Firefox 1.5 são necessárias e valiosas, mas não necessariamente obrigatórias. Elas não vãoreenergizar o seu uso, que está em fase de desaceleração natural em razão da maturidade", afirma Ray Valdes, analista do Gartner.
Os recursos do Firefox 1.5 incluem melhorias na usabilidade, desempenho, segurança e privacidade. Ele deixará também a navegação na internet mais rápida, afirma Chris Beard, responsável pelos produtos e marketing da Mozilla Corp.
A funcionalidade de abas, uma das mais populares do Firefox, também foi melhorada, fazendo com que os usuários rearrangem páginas somente puxando e arrastando.
Em termos de segurança, a grande melhoria é um recurso para a atualização automática, tornando mais fácil para os usuários fazerem o download das correções disponíveis.
Atualmente, os usuários precisam fazer o download do browser completo para pegar atualizações.
A Microsoft, no entanto, está reagindo ao desafio e melhorando o IE, acreditam os analistas.
"A questão real é: como o Firefox vai se sair contra o IE revigorado", afirma Michael Gartenberg, analista da Jupiter Research. "Para muitos usuários, o IE 7 vai ter alguns dos recursos que fariam eles pensarem em usar o Firefox."
Fim do mito
Em função da sensação causada com seu lançamento, o Firefox foi chamado por alguns como um browser que não seria "quebrado" pelos hackers. Mas as vulnerabilidades foram detectadas nos meses seguintes, injetando uma dose de realidade ao mito.
Os usuários que adotaram o Firefox estão desapontados, o que faz com que o crescimento desacelere. "O Firefox já tem algumas dores de crescimento vísivel", declara Rob Enderle, analista do Enderle Group. "Á medida que o produto cresce, enfrenta a realidade e o interesse cai".
A Fundação Mozilla tem reagido rápido em descobrir e corrigir falhas do Firefox. "O que o mercado aprendeu é que existe vulnerabilidade em qualquer plataforma e trocar de um browser para outro não vai ser a panacéia", acredita Gartenberg, da Jupiter.
Essa é a razão por que a atualização automática do Firefox 1.5 é particularmente importante, diz Eric Peterson, analista da Jupiter Research. "É o tipo de recurso que eles precisam ter. Eles precisam estar prontos para atuar sobre qualquer tipo de ameaça à aplicação."
Para se transformar em uma ameaça real ao IE, da Microsoft, o Firefox precisa estar sempre um passo a frente, em termos de recursos e inovação. Muitos analistas também não acreditam que vai haver uma migração em massa do IE para o Firefox.
"O Internet Exporer preenche perfeitamente bem as necessidades da maioria dos usuários", diz Gartenberg, da Jupiter.
Sobre o mercado corporativo, porta-vozes da Fundação Mozilla acreditam que, pelo menos por agora, o foco do Firefox é nos usuários individuais e não fazê-lo atrativo para os departamentos de tecnologias das empresas.
Essa é umas das coisas que precisam mudar, na visão de Valdes, do Gartner. "Se eles querem aumentar a base de pessoas que usam o Firefox, precisam atender a diversas necessidades e setores da população usuário, incluindo os usuários corporativos".
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