Brasileiros pretendem criar internet paralela
Por IDG Now! com a colaboração de Guilherme Bantel
Publicada em 15 de março de 2005 às 08h20
UNBnet, que pretende abolir o WWW, planeja oferta de e-mail, busca, hospedagem, mensageiros e e-commerce integrados por navegador próprio.
Uma empresa brasileira está planejando lançar uma rede paralela à internet, na qual o WWW (world wide web, em inglês) será abolido.
Batizada de UNBnet, a rede criada pela empresa curitibana United Business Net deverá prover serviços de e-mail, busca, hospedagem, comunicação instantânea e serviços de e-commerce integrados com apenas um nome de usuário e senha - chamados internamente de passaporte - que se assemelham às ofertas do portal de serviços MSN, da Microsoft.
De acordo com José Edílson Borges, sócio da United Business Net, a rede UNBnet será um portal de internet, que proverá os serviços gratuitamente aos usuários.
Inicialmente, o internauta que se registrar já terá direito a um e-mail de 300 Megabytes, hospedagem de 18 MB, comunicador instantâneo integrado, mecanismo de busca que funciona tanto para a UNBnet quanto para a WWW e um gerenciador de e-mails compatível com todos os serviços oferecidos na web, incluindo Hotmail.
O acesso será feito por meio de um navegador desenvolvido pela própria United Business Net, que permitirá a conexão aos domínios das duas redes. Já o formato dos endereços da nova rede será: http://unb.dominio.país .
Segundo Borges, toda a linguagem de programação é baseada na plataforma .NET, que oferece compatibilidade com todas as tecnologias futuras da internet, além de ser compatível com todas as plataformas operacionais mais comuns: Windows, Macintosh e Linux.
O sócio da UNBnet conta que o projeto já está em desenvolvimento há três anos, canalizando investimentos de 2,5 milhões de reais em todo o período. Para os dois primeiros anos, o grupo formado por três sócios - Luiz Carlos Sodré, José Edílson Borges e Décio Gosenheimer - pretende abocanhar 10% do mercado nacional.
"A nossa previsão é bem agressiva. Faremos parcerias com diversas empresas de outros países na União Européia e nos tigres asiáticos, principalmente na China", afirmou José Edílson Borges, que não descartou os Estados Unidos.
O executivo estima um faturamento de 60 milhões de reais nos dois primeiros anos. Com a entrada em outros mercados, no entanto, Borges acredita que essa previsão tende a crescer.
O modelo de negócios, diferente da internet atual, não dependerá da venda de publicidade por banners ou cliques em links patrocinados. Borges afirma que a fonte de rendimento será a venda direta de bens de serviços, que serão oferecidos através da análise de hábitos dos internautas - o que ele chama de marketing multinível.
A UNBnet será parcialmente lançada daqui a 60 dias, com quatro módulos ativos: comunicador instantâneo, e-mail, hospedagem e serviços de e-commerce. Este último será um serviço pago, com valor a ser divulgado. Para acessar o website da UNBnet, clique aqui (em construção).
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