Usuários P2P também estão na mira dos estúdios de cinema
Por IDG Now!|http://www.idgnow.com.br
Publicada em 30 de julho de 2003 às 11h56
Seguindo o exemplo da indústria fonográfica, os estúdios de cinema passaram a mirar usuários individuais de serviços ponto-a-ponto (P2P)
Seguindo o exemplo da indústria fonográfica, os estúdios de cinema passaram a mirar usuários individuais de serviços ponto-a-ponto (P2P) em uma campanha publicitária em cartaz nos cinemas e na TV norte-americana.
Os anúncios, que podem ser vistos no site RespectCopyrights.org, foram criados para mostrar como as atividades dos usuários desses serviços afetam os "peixes pequenos" na indústria do cinema, tentando desviar a atenção do faturamento milionário dos estúdios e das estrelas do cinema.
A MPAA (Associação da Indústria do Cinema da América) é a responsável pela campanha. A entidade costumava ter como alvo principal os piratas "tradicionais", que vendem vídeos piratas de grandes sucessos dos cinemas, mas agora ela percebeu que a troca de filmes online em serviços P2P é uma ameaça também. As estimativas são de que só nos Estados Unidos, essa indústria perde US$ 3 bilhões por ano com pirataria, mas essa conta não inclui as perdas devido à troca de filmes online - também pelo fato de ser uma conta difícil de calcular.
A campanha publicitária quer mostra que a pirataria em geral afeta também muita gente envolvida nos projetos, como operadores de câmeras, cenógrafos e músicos, por exemplo. A MPAA defende quatro motivos para que os internautas não troquem filmes pela Web:
<li> os usuários se enganam ao acreditar que a qualidade dos filmes trocados é boa. Além disso, o dinheiro perdido pelos estúdios significa que menos filmes serão produzidos;
<li> a pirataria de filmes ameaça 500 mil empregos diretos nessa indústria;
<li> trocar arquivos compromete a segurança do PC e o uso desses programas P2P abre caminho para ações legais, "já que são uma fonte de distribuição de downloads de filmes";
Finalmente, trocar filmes sem pagar é ilegal.
Esse último tópico é, até então, onde os estúdios de cinema não chegaram ao ponto da indústria fonográfica, que usa a lei norte-americana de proteção aos direitos autorais (chamada DMCA, Digital Millennium Copyright Act) para entrar com processos na Justiça contra 75 usuários por dia, incluindo pessoas que usam os serviços em suas casas.
Até então, a MPAA vai contra os grandes problemas - os serviços que facilitam a troca de arquivos - mas considera processo individuais como uma opção a ser tomada.
Em uma ação diferente, projetada para se livrar (e livrar a cara de seus empregados) de problemas judiciais, a AOL Time Warner entrou na luta interna contra o P2P. Em um memorando interno enviado essa semana aos seus funcionários, a gigante da mídia disse que vai varrer as redes, PCs e laptops em busca de software P2P e arquivos MP3, instalar firewalls para impedir o download de software P2P, remover todo programa P2P ou sem licença de uso dos computadores e entrar com ações disciplinares contra funcionários reincidentes.
No atual clima da perseguição contra o P2P, isso é só o início do que muitas companhias vão fazer para evitar processos.
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