Onde estão as cópias piratas de 'StarCraft II'?
Por Matt Peckham, PC World / EUA
Publicada em 29 de julho de 2010 às 08h00
Atualizada em 29 de julho de 2010 às 15h28
Principal trunfo da Blizzard contra a pirataria é a participação vital da rede online no game, que já está à venda no Brasil.
“StarCraft II” tem circulado em versão beta desde fevereiro deste ano. Uma edição preload estava disponível para download desde a semana passada. As caixas com o jogo começaram a ser vendidas oficialmente no dia 27 deste mês. E o código do jogo está, hipoteticamente, disponível - "mais ou menos" completo - para os piratas de software há algum tempinho.
Tudo isso, e ainda não vi uma cópia crackeada (com êxito) do jogo.
Isso não é muito surpreendente, dado o pedigree do PC e as opções de jogo offline de “StarCraft II”.
> Leia também: Gamer faz ‘dança do gnomo’ e leva placa gráfica no lançamento de Starcraft II
Mantendo-se vivo
“StarCraft II” não exige uma conexão com Internet para o modo solo. Desconecte seu computador da rede, rode o jogo, digite seu nome de usuário da rede online da Blizzard, a Battle.net, e quando o game percebe que não está hackeado, irá surigr um botão para jogar offline. O game não aceita jogos em rede local (LAN), e suas conquistas são gravadas localmente até que você se reconecte – mas a campanha solo está toda lá e totalmente jogável.
Se outros jogos possuem esquemas de proteção contra cópia mais paranóicos, “StarCraft II” pode muito bem ser John Travolta descendo pomposamente as ruas no filme “Os Embalos de Sábado à Noite”.
E mesmo assim, tudo que eu vi, rodando em vários sites de torrent, são algumas pessoas alegando que conseguiram jogar uma ou duas missões antes de o jogo parar de funcionar, ou que o updater da Blizzard para "StarCraft II" "consertou" o game e invalidou o "jeitinho".
Não é grande coisa
“Pirataria realmente não tem sido um grande problema para nós (Blizzard)”, diz o vice-presidente executivo da empresa, Rob Pardo, em entrevista ao site IncGamers. Quando acontece, explica Pardo, “a Blizzard consegue fechar esses serviços na maior parte das vezes”.
Ele está falando sobre a habilidade da empresa de periodicamente desabilitar enormes grupos de contas – em alguns casos, centenas de milhares ao mesmo tempo – que falham em cumprir os termos de uso da companhia, realizando práticas como utilizar serial numbers "desonestos" ou rodar ferramentas ilícitas de terceiros.
Mas, provavelmente, a razão principal pela qual os piratas ainda não tiveram êxito em Starcraft II é a rede online Battle.net, que nunca será possível burlar. Sem o modo multiplayer, “StarCraft II” seria apenas mais um game de estratégia em tempo real (RTS). Ao tornar a Battle.net uma parte integral da experiência, a Blizzard essencialmente transformou “StarCraft II” em um gigantesco jogo multiplayer, e o ato de jogá-lo de qualquer outra maneira torna-o algo menos divertido e desejável.
Com certeza, uma hora algum mago dos hackers vai descobrir uma maneira de escapar da segurança da Blizzard, mas não é possível imaginar a companhia se preocupando com isso. Não com a Battle.net sendo tão vital para a experiência.
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