Baterias de notebooks e celulares podem ser barradas em voos nos EUA
Por Computerworld/EUA
Publicada em 08 de fevereiro de 2010 às 13h55
Atualizada em 08 de fevereiro de 2010 às 16h28
Novas regras podem restringir entrada de baterias de lítio em aviões e causar transtornos para fabricantes e usuários.
Comprar seu próximo laptop ou smartphone online pode sair um pouco mais caro se o Departamento de Transportes dos Estados Unidos aprovar uma proposta que limita o envio de dispositivos pequenos com bateria pelo ar , informa um grupo da indústria que se opõe à ação.
O problema pode ser maior para os passageiros aéreos, já que as regras banem bateria de lítio em bagagens e podem ser estendidas para baterias alcalinas e de níquel metal-híbrido, argumenta o diretor executivo da Associação de Baterias Recarregáveis Portáteis, George Kerchner. “Será um pesadelo para os passageiros”, ele disse.
No dia 8 de janeiro, o departamento de Administração de Segurança de Materiais Perigosos (PHMSA, da sigla em inglês) anunciou planos de eliminar exceções de pequenas baterias de células, definidas como capacidade de menos de 100-watt/horas (baterias de laptop costumam ter de 60 a 80 watt/hora).
Pequenas baterias de lítio contém materiais perigosos 'nível 9', uma categoria que inclui gelo seco e bens magnetizados. Baterias abaixo de 100 watt/hora foram por muito tempo deixadas de fora da lista.
Para quem viaja de avião, o departamento também proibiria
passageiros de manter baterias alcalinas extras na bagagem. Essas
baterias são aceitáveis se estiverem dentro de dispositivos.
A PHMSA, em consulta com a Administração Federal de Aviação (FAA, da sigla em inglês) e comitês legislativos relacionados, disse que acabar com a exceção vai forçar fabricantes a usar pacotes mais pesados e cortar o número de acidentes.
“Sob as regulamentações existentes, uma tripulação pode não saber do perigo de ter diversas baterias de lítio no avião, enquanto um pacote com tinta inflamável e gelo seco pode ser sujeito a aplicação integral das regulamentações”, disse o presidente da Casa de Transportes e Infraestrutura, Jim Oberstar.
As mudanças propostas afetariam tudo, de desfibriladores a iPads. Mesmo próteses auditivas sofreriam impacto, diz Kerchner.
Frete mais caro
Se as regras nos Estados Unidos tornarem-se mais rígidas do que as aplicadas pela Organização Internacional de Aviação Civil, que regula o resto do mundo, será necessário que fabricantes e transportadores modifiquem a forma de envio de produtos eletrônicos.
Por enquanto, a bateria dentro de notebooks pode precisar ser empacotada em uma caixa separada com documentos de envio adicionais, ele disse.
Isso também pode significar um incontável número de trabalhadores que terão dificuldades para carregar uma simples caixa com um iPod ou um laptop, disse Kerchner.
“Se você comprar uma nova câmera digital e quiser que a entrega seja rápida, talvez tenha que pagar de 30 a 40 dólares a mais pelo transporte”, ele disse. “Vai ser um grande impacto nas vendas online.”
Por mais que saiba que o departamento registrou 40 acidentes aéreos relacionais a baterias de lítio desde 1991, Kerchner disse que foi apenas um pequeno número no contexto de 2,2 bilhões de baterias transportadas em 2008.
“O que nós descobrimos é que quando transportadoras estão nas conformidades, não tiveram incidentes”, ele disse. “A indústria tem um bom histórico de segurança.”
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