Google abre código de Chrome OS para brigar com Windows e Linux em netbooks
Por Guilherme Felitti, do IDG Now!
Publicada em 19 de novembro de 2009 às 16h11
Atualizada em 20 de novembro de 2009 às 13h34
Sistema do Google inspirado no Chrome coloca buscador em rota de colisão com Windows 7, da Microsoft, e distribuições de Linux para netbooks.
O Google oficializou nesta quinta-feira (19/11) o sistema operacional Chrome OS, se posicionando como rival tanto do Windows, da Microsoft, como de distribuições Linux no crescente mercado de pequenos computadores portáteis, chamados também de netbooks.
O Google não distribuiu versões de testes ou anunciou equipamentos que chegariam às lojas com o Chrome OS. O lançamento final do sistema está programado apenas para o final de 2010. Nesta quinta, o Google anunciou que ofereceria o código fonte do software para download no The Chromium Blog.
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Com o lançamento, o Google se posiciona em mais um setor como concorrente direto da Microsoft - além de busca, navegadores e serviços de e-mail, o Chrome OS brigará frontalmente com o Windows 7, versão mais recente do popular sistema que tem uma edição especial para netbooks.
Segundo o Google, o Chrome OS terá seu código totalmente aberto e desenvolvedores trabalharão no mesmo código que os profissionais do buscador.
Quando estiver finalizado, o Chrome OS não poderá ser baixado completo para ser instalado em netbooks ou laptops.
O Google certificará equipamentos que fabricantes de hardware terão de obedecer para instalar o sistema em netbooks que pretendem lançar.
O buscador defende a certificação como forma de manter a velocidade e segurança do sistema.
Netbooks, por exemplo, precisarão ter discos em estado sólido, não discos rígidos, teclados completos e chipsets para redes sem fio escolhidos pelo Google. Tecnicamente, o Chrome OS rodará em processadores x86 e ARM.
Interface baseada no browser
Em demonstração durante o anúncio oficial, a interface do Chrome OS se mostrou baseada totalmente na interface do navegador Chrome.
"O Chrome é a pedra fundamental do que estamos fazendo aqui", afirmou o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, Sundar Pichai.
"No Chrome OS, toda aplicação é uma aplicação online. Não existem aplicações convencionais - não se instalam ou atualizam programas. Trata-se sempre de uma URL. É apenas um browser com algumas modificações, algo muito simples de usar", explicou Sundar.
A interface do Chrome OS reproduz um browser, com abas fixas no canto esquerdo que levam usuário a seus serviços favoritos. No canto superior esquerdo, um menu traz ícones para aplicativos sugeridos pelo Google.
Todos os dados criados ou gerenciados no Chrome OS são guardados na internet - a partição do disco de estado sólido do netbook voltada aos arquivos serve apenas de cache, para agilizar o acesso.
Segundo Sundar, o Chrome OS segue os mesmos três princípios que guiaram a criação do Chrome: velocidade, simplicidade e segurança.
Como carrega uma versão modificada do Chrome, o sistema é totalmente carregado e está pronto para uso em 7 segundos, contra 45 segundos de equipamentos com sistemas operacionais completos, segundo o Google.
A partir do momento em que se baseia apenas em links para serviços online, sejam eles do Google ou não, o Chrome OS diminui consideravelmente o risco de infecções ou problemas de código que podem ameaçar a segurança do usuário.
Quando o sistema encontra algum problema durante sua inicialização, o próprio Chrome OS identifica onde está o problema e se reinstalada automaticamente, sincronizando informações do usuário, como serviços mais usados.
Todos os arquivos gerenciadas a partir do sistema serão encriptados como forma de aumentar a segurança do usuário.
A execução de aplicativos específicos, como a que reúne contatos do usuário, ou de músicas que o usuário pretende ouvir será feita a partir de janelas pop-up abertas no canto inferior direito do Chrome OS, chamadas de "painéis" pelo Google.
Segundo Sundar, qualquer serviço online será suportado no Chrome OS.
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