Com alta do dólar, vale a pena comprar eletrônicos no Brasil ou no exterior?
Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 08 de outubro de 2008 às 18h52
Atualizada em 17 de novembro de 2008 às 14h34
HP Mini-Note PC 2133
A aposta da HP no setor de ultraportáteis iniciada pela Asus e seu Eee PC tem preço sugerido de 829 dólares nos Estados Unidos e está dentro da taxação alfandegária. A conversão, já acrescida de taxas, resulta em 2.276 reais.
O modelo tem tela de 8,9 polegadas, chip C7-M, da Via, com 1,6 GHz, 2 GB de memória RAM, disco de 120 GB, 3 entradas USB, Wi-Fi, Bluetooth e Windows Vista Business.
No Brasil, o mesmo modelo, com garantia balcão (ou seja, o usuário vai até o revendedor) de 1 ano, tem preço sugerido de 1.999 reais, o que faz da compra no mercado nacional uma escolha mais lógica.
Sony Cybershot W120
A câmera Cybershot W120, da Sony, faz fotos com até 7,2 megapixel de resolução, tem zoom óptico de 4X e, como todo aparelho da marca, usa os cartões proprietários Memory Stick.
Por estar abaixo da cota individual de 500 dólares, o aparelho não está suscetível às taxas alfandegárias brasileiras. Logo, os 145 dólares sugeridos nos EUA se convertem diretamente em 332 reais.
Oficialmente, a Sony Brasil vende a mesma câmera no mercado nacional por 699 dólares com garantia de 3 anos.
Ainda com a explosão cambial, o preço duas vezes maior no Brasil faz com que trazer a câmera de fora seja mais negócio para quem não se importa em arriscar pela falta de garantia.
Apple iPod touch
O player com tela sensível a toque da Apple tem preço original de 299 dólares nos Estados Unidos, o que faz com que ele fuja da taxação alfandegária brasileira. Com a conversão, o preço fica em 684 reais.
No Brasil, a Apple oferece a primeira geração do iPod touch com 16 GB, ainda sem as modificações de case e no software interno da nova versão, oficialmente por 1.149 reais.
A comparação é evidentemente favorável à compra no exterior, seja pelo preço menor ou pela versão atualizada.
Panasonic HDC-SD9
A explosão das TVs de alta definição e o suporte que ferramentas de edição doméstica de vídeos ganharam ao padrão tornam filmadoras que registram em HD um bom investimento para quem gosta de detalhes.
A HDC-SD9 captura imagens com resolução de até 1.920 pixels por 1.080 pixels com 3 CCDs, tem zoom óptico de 10X e ferramentas para detecção de rostos e estabilizador de imagem.
Nos EUA. o equipamento tem preço sugerido de 799 dólares. Com a conversão e a aplicação da taxa alfandegária, o equipamento chega ao Brasil avaliado em 2.173 reais.
Pela distribuição oficial no Brasil, a câmera está mais salgada: 3.499 reais, com um ano de garantia.
Vale aqui a mesma instrução da câmera fotográfica da Sony: se o usuário tem sangue frio o suficiente para sem arriscar garantia, trazer de fora ainda é um grande negócio.
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