Estados Unidos restringem transporte de baterias de lítio em aviões
Por IDG News Service/França
Publicada em 02 de janeiro de 2008 às 09h53
Paris - Baterias de notebooks passam a integrar a lista de itens que devem ser separados nas bagagens de mão dos passageiros.
A partir da terça-feira, dia 1º de janeiro, as baterias de lítio passaram a integrar a lista de itens que devem ser separados nas bagagens de mão dos passageiros em vôos norte-americanos.
A nova regra, anunciada pelo Departamento norte-americano de Transportes, pretende reduzir os riscos de incêndios nas aeronaves. As baterias de lítio foram identificadas como possíveis causas de acidentes nos aviões.
Os passageiros que fizerem check-in em território norte-americano poderão carregar as baterias de lítio na bagagem, que será despachada somente se elas estiverem instaladas em eletrônicos como notebooks ou câmeras digitais. Já as baterias avulsas devem ser colocadas em sacolas plásticas e levadas na bagagem de mão.
As regras também limitam o número de baterias que podem ser transportadas por passageiro. Cada pessoa pode levar até duas baterias de longa duração no vôo. Estas baterias costumam conter mais de 8 gramas de lítio.
Em fevereiro de 2006 um vôo da United Parcel Service teve de aterrissar no Aeroporto Internacional da Filadélfia depois que a tripulação detectou um início de incêndio no compartimento de bagagens. Mais tarde, a equipe de Segurança Nacional de Transportes encontrou diversas baterias de notebooks queimadas, o que pode ter gerado o incêndio na aeronave.
Segundo a equipe, diversos incidentes envolvendo baterias de lítio foram registrados nos últimos anos, incluindo uma bateria de íons de lítio, muito comum em celulares, que pegou fogo em um avião, em Chicago, há menos de dois meses.
As baterias de lítio estão sujeitas à combustão por conta do calor gerado quando são danificadas ou sofrem um curto circuito.
As novas regras estão publicadas no site SafeTravel.dot.gov.
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