Governo tenta reduzir preço de laptop educacional em pregão nesta quinta
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 20 de dezembro de 2007 às 07h57
Brasília - A Positivo Informática está vencendo o pregão, oferecendo um valor médio de 654 reais por computador. Os lances continuam nesta quinta.
Na tentativa de reduzir o valor do contrato de compra dos 150 mil computadores portáteis que o governo pretende distribuir para 300 escolas públicas de todo o país, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) suspendeu no final da tarde da quarta-feira (19/12) o pregão eletrônico que vai selecionar a empresa vencedora. O processo será retomado nest quinta, a partir das 9h30.
Até o momento, a fabricante Positivo Informática está vencendo a concorrência. Na primeira parte do pregão, a empresa especializada em tecnologia educacional apresentou o menor lance entre os concorrentes, 98,180 milhões de reais.
Esse valor inclui, segundo a empresa, além dos 150 mil computadores, a instalação de infra-estrutura e suporte, como a capacitação de professores. Por esse lance, cada computador, acrescido da necessária prestação de serviços, sairia por cerca de 654 reais, o equivalente a 363 dólares pelo câmbio atual.
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A expectativa do FNDE, no entanto, é de negociar uma substancial redução de preço. Pelo sistema de mensagens eletrônicas do portal de compras do governo federal, o ComprasNet, a Positivo justificou a dificuldade de reduzir seu lance inicial.
“O projeto é extremamente complexo, em um país de dimensões continentais, com três anos de garantia, instalação em todas as escolas e configuração de servidor. Por outro lado, o processo produtivo básico exige uma série de contrapartidas dos produtores locais. Estamos analisando o que poderemos fazer”, justifica a empresa no ComprasNet.
Além da negociação em torno do preço final, o Ministério da Educação (MEC) ainda vai submeter o protótipo da Positivo, o Classmate PC, a testes. Se o laptop não atender às exigências, a empresa que apresentou o segundo menor lance será convidada a submeter seu aparelho às mesmas provas. As 300 primeiras escolas a receber o laptop integram o projeto interministerial Um Computador por Aluno (UCA), desenvolvido desde 2005.
A oferta da Positivo superou a da Digibras (98,800 milhões de reais); da Simm do Brasil (104,595 milhões de reais); da Reifasa (113,999 milhões de reais); da Itautec (175,579 milhões de reais); da Telis Eletrônico (450 milhões de reais); da Autosis Informática (750 milhões de reais) e da Mais Imagem Locações (2,250 bilhões de reais).
O modelo de laptop da Positivo foi desenvolvido em parceria com a Intel.
A Simm, terceira colocada no pregão, além de ser uma subsidiária da norte-americana Brightstar Corp., é a representante no país da organização não-governamental One Laptop per Child (OLPC - em português, Um Laptop Por Criança). Ligada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), a ONG se dedica à pesquisa de um notebook de baixo custo, cujo projeto ficou conhecido como o “computador de 100 dólares”.
O projeto do governo prevê que cada estudante da rede pública tenha acesso gratuito a um computador. A partir de dezembro de 2005, especialistas na utilização de novas tecnologias computacionais no processo didático-pedagógico passaram a se reunir para discutir a implementação do projeto.
Além disso, desde fevereiro deste ano o MEC vem testando em escolas públicas alguns dos modelos de laptops educacionais fornecidos pelos fabricantes interessados em disseminar a nova tecnologia.
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