Fabricante do Mobilis ataca licitação que escolherá laptop educacional
Por Guilherme Felitti,repórter do IDG Now!
Publicada em 14 de dezembro de 2007 às 17h42
Atualizada em 14 de dezembro de 2007 às 18h03
São Paulo - Diretor da RF Telavos, que montará notebook indiano no Brasil, questiona exigências do edital e ameaça não participar do processo.
Menos de uma semana antes da licitação que escolherá o notebook educacional a ser usado em mais de 200 escolas públicas brasileiras durante 2008, o fabricante de uma das três soluções analisadas pelo Governo atacou o processo elaborado pelo Ministério da Educação questionando especificações escolhidas pelo órgão.
"Acho que o edital é um absurdo. Existe uma série de perguntas que não foram respondidas", ataca Jackon Sosa, sócio e diretor-executivo da RF Telavo, empresa brasileira responsável por montar o portátil Mobilis, desenvolvido pela indiana Encore, em sua fábrica em São José de Campos.
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Junto ao XO, da One Laptop per Child, e ao ClassMate PC, da Intel, o Mobilis é uma das plataformas educacionais que concorrerão na licitação organizado pelo MEC, cujo edital foi divulgado na primeira semana de dezembro, na próxima terça-feira (18/12) e prevê a compra de 150 mil notebooks educacionais que serão distribuídos a colégios públicos no Brasil em 2008.
Nos testes realizados pelo MEC durante 2007, o Mobilis foi testado pela Escola Planalto, em Brasília.
"Existem exigências no edital sem respostas muito claras, como, por exemplo, a segurança em hardware - se você perder a chave, o laptop não liga mais", afirma.
Questionado se a natureza do edital coloca em risco a participação da empresa na licitação, abreviando para duas as opções do Governo Federal, Sosa afirma que "acredita que existem grandes chances", já que a RF Telavo não concorda com a linha de conduta aplicada pelo MEC na elaboração do edital.
Outras reclamações de Sosa dizem respeito à falta de exigência para portáteis com tela sensível a toque (usado na educação em todo o mundo, segundo ele), na estrutura de suporte que o MEC exige em todas as cidades e à necessidade de suporte a redes mesh.
A suposta não participação do Mobilis na licitação federal coloca o notebook educacional indiano em posição delicada, com cadeia de distribuição apenas para colégios privados pelo Brasil já que a RF Telavo voltou atrás nos planos de vender o equipamento para o público em geral pela PoliShop.
No lugar do Mobilis, a RF Telavo venderá dois equipamentos da linha Alquimista e o ViTV, espécie de notebooks capazes de sintonizar sinal móvel de TV Digital, 512 MB de memória básica, até 40 GB de disco rígido, Ethernet e suporte a rede Wi-Fi opcional, por preços que variam entre 350 reais e 680 reais.
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