HP contesta pesquisa que apontou suas impressoras como risco à saúde
Por Gregg Keizer, para o IDG Now!*
Publicada em 03 de agosto de 2007 às 16h08
Atualizada em 03 de agosto de 2007 às 16h50
Framingham – Entre modelos considerados nocivos por serem grandes emissores de partículas ultrafinas, 90% são da HP, revelou pesquisa.
A HP contestou a pesquisa divulgada na quinta-feira (01/08) pela Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália, que mediu as emissões de partículas ultra-finas de 58 impressoras a laser, e 90% dos “grandes emissores” são modelos da HP, considerados prejudiciais à saúde.
Os pesquisadores avaliaram a emissão de partículas ultrafinas, que acreditam estar relacionadas à pulverização dos cartuchos.
A pesquisa avaliou 58 impressoras a laser, usadas em escritórios, das marcas Canon, Toshiba, Ricoh e HP. As emissões foram classificadas como pequenas, médias e grandes.
Entre os 13 modelos descritos pelos pesquisadores como “grandes emissores”, 12 foram feitos pela HP, incluindo as impressoras Color LaserJet 4650dn, Color LaserJet 5550dtn, Color LaserJet 8550n, LaserJet 1320n, LaserJet 2420n, LaserJet 4200dtn; LaserJet 4250n, LaserJet 5, LaserJet 8000dn e LaserJet 8150n.
“Não acreditamos que exista uma ligação entre a emissão de partículas das impressões e riscos de saúde”, declarou a HP em um comunicado. “Nós reconhecemos a emissão de partículas pelos sistemas de impressão, mas estes níveis estão abaixo dos limites de exposição reconhecidos”.
Pesquisadores do laboratório nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos, acreditam que é muito cedo para relacionar as emissões de impressoras a perigos à saúde.
“Nossa expectativa é certa de que a exposição a muitas partículas ultrafinas não é boa, mas não temos idéia, até agora, como traduzir isto para o mundo real”, declarou um cientista do laboratório, Rich Sextro.
O estudo está entre os primeiros a documentar as emissões de impressoras a laser, mas como os produtos produzem as partículas e do que elas são feitas é algo desconhecido.
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A HP enfatizou esta questão. “Testar partículas ultrafinas é uma disciplina científica muito nova”, declarou a empresa. “Atualmente, a composição natural e química de tais partículas, sejam de uma impressora a laser ou de uma torrada, ainda não pode ser classificada com precisão.”
Todos concordaram – inclusive autores da pesquisa -, que é preciso aprofundar os estudos sobre o assunto. Ou seja, até que a relação entre as partículas de impressoras a laser e riscos de saúde for definitiva, “as partículas ultrafinas, por si só, não são algo para se preocupar”, explicou outro cientista do laboratório Berkeley, Tom McKone.
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