Computação e os cinco sentidos: conheça as principais tecnologias
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 26 de julho de 2007 às 11h10
Atualizada em 26 de julho de 2007 às 17h12
São Paulo - Visão, audição, olfato, tato e paladar. Conheça os principais avanços da computação em direção aos cinco sentidos humanos.
Desde que a Apple colocou no mercado seu Macintosh, em 1984, a computação pessoal depende essencialmente de um único sentido: a visão.
A partir do momento em que as linhas de código do famoso DOS deram espaço aos ícones e janelas do System, primeiro sistema operacional gráfico da história, eram os olhos que começaram a instruir o usuário a acessar seus arquivos ou navegar na internet.
Dominante há mais de duas décadas, a interface gráfica para usuário (GUI), porém, começa a disputar atenção com novas formas de o usuário interagir com as máquinas que não dependem apenas da reação a símbolos e ícones gráficos e começam a explorar sentidos e características humanas antes ignoradas.
No meio do caminho até a computação por pensamentos anunciada e em desenvolvimento pelas mãos do brasileiro Miguel Nicolelis, que deverá fazer com que o usuário esteja imerso em seus textos, fotos e games sem precisar mexer as mãos, centros de pesquisas e empresa esboçam soluções que tentam afastar os micros do conjunto "olhos-mãos".
Antes de apontar as principais soluções para cada um dos sentidos humanos, porém, é necessário fazer uma classificação quanto à capacidade de inserção ou recepção de conteúdo para cada um deles.
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Sentidos como olfato e paladar são considerados apenas porta de entrada para informações no corpo humano, assim como o teclado e o mouse no PC, o que impossibilita seu uso como ferramenta de exteriorização de dados, como, por exemplo, indicar uma posição na tela.
No entanto, esta característica natural aliada à alta precisão de sensores inteligentes lhes oferece capacidade de apontar, com taxa de erro próxima a zero, os componentes de uma bebida, a composição de uma amostra de água ou vazamentos de gases perigosos aos humanos. Com isto, narizes e línguas eletrônicas já vêm sendo aproveitados em aplicações industriais.
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