Entenda o efeito dos megapixels na fotografia digital
Por Redação do IDG Now!, com a colaboração de Cauã Taborda
Publicada em 13 de julho de 2007 às 11h25
Atualizada em 27 de julho de 2007 às 09h03
São Paulo - Evolução das câmeras digitais conferiu status aos megapixels, mas a qualidade de sua foto não depende apenas deles.
“Quando se manda ampliar uma imagem de uma câmera digital e ela não fica boa, isso acontece porque ela tem poucos megapixels (MP)”. Quem já não escutou isso de algum vendedor ou laboratório de revelação? Apesar de o número de MPs ser referente à qualidade final da imagem, a afirmação não é totalmente verdadeira.
As câmeras convencionais captam a luz e a projetam no filme. A câmera digital funciona exatamente da mesma maneira, mas no lugar do filme há um sensor, responsável por capturar a luz e a converter em informação lida por computadores.
A quantidade de megapixels presente em uma imagem diz respeito à quantidade de pontos de cor, ou luz, que a câmera pode capturar no sensor. Um filme de 35 milímetros teria o equivalente a 20 milhões de pixels, portanto para se alcançar essa qualidade seria necessária uma máquina de 20 MP.
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Poderíamos estabelecer a relação de que, quanto mais megapixels, mais cor, mais luz e mais qualidade. Porém isso não é verdade. A quantidade de luz captada varia também de acordo com o tamanho dos sensores nas máquinas, e dos pixels nos sensores, cada vez menores. Sensores e pixels menores estão mais sujeitos a interferência eletromagnética, o chamado ruído, responsável por aqueles pontos sem resolução nas imagens.
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Existem no mercado dois tipos de sensores, o CCD (Charge Coupled Device) e o CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor). As máquinas compactas utilizam em sua maioria o CCD, há mais tempo no mercado. O padrão CMOS, destinado às máquinas profissionais consome menos energia, contém pixels maiores, porém não está num estágio tão avançado quanto o CCD. “O CMOS é a grande promessa”, afirma Maurício Guarnieri, Analista de Produto da Panasonic Brasil.
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