Usuários de Linux e código aberto convidam Microsoft a processá-los
Londres - Usuários colocaram seus nomes em um wiki público como forma de protesto contra alegações de que o Linux fere patentes da Microsoft.
Em uma atitude pouco convencional, alguns usuários de Linux e de outras aplicações de código aberto estão convidando a Microsoft a processá-los.
Os usuários colocaram seus nomes em um wiki público como forma de protesto contra as recentes alegações da Microsoft de que o Linux e outros softwares de código aberto infringem pelo menos 235 das suas patentes.
Eles listaram os sistemas operacionais e softwares que utilizam ao lado de comentários freqüentemente irritados.
“Se você gostaria de solicitar uma visita de Brad Smith, chefe de litígio da Microsoft, por favor fique à vontade para acrescentar seu nome aqui”, diz o wiki, que faz parte de um blog do Digital Tipping Point, projeto de vídeo centrado em software livre.
A Microsoft sustenta que não tem planos imediatos de processar, embora encoraje empresas a licenciar sua propriedade intelectual. O advogados do software livre na lista querem que a Microsoft prove que tem patentes contra o Linux.
A companhia vem evitando entrar em detalhes, dizendo de forma geral que as patentes envolvem o kernel (núcleo do sistema operacional) do Linux e sua interface de usuário, o pacote de produtividade OpenOffice e outras aplicações, incluindo e-mail. A lista já contava com mais de 250 pessoas nesta terça-feira (22/05) de manhã.
“Eu uso Gentoo Linux e apenas ferramentas gratuitas e de código aberto para escrever protótipos de processamento de discurso experimental e linguagem natural”, escreveu Sean Jensen, de Londres (Reino Unido). “E para música. E para coisas divertidas. Não, Microsoft, você não inventou nada disso. Não é seu, não é meu, não é deles. É nosso. De todos nós”, ele conclui.
Joe Grigg, do Michigan (EUA), escreveu que usa as distribuições Ubuntu e Vector Linux desde que a segurança do Windows XP o deixou “doente”.
“As práticas de negócios da Microsoft me deixam envergonhado de ter um computador”, escreveu Grigg. “Eu sei como rodar um servidor LAMP (Linux, Apache MySQL, Perl) e desenvolver sites profissionais nele e sou 100% livre de Microsoft”.
Emrah Ünal, que listou sua localidade como Turquia e Finlândia, escreveu: “Como usuário de Linux por nove anos, acredito que mereço ser processado. Não há escapatória da justiça”.
A Microsoft não comentou o caso na manhã desta terça-feira.
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