Aviões-robôs patrulham céus e preparam guerra do futuro
Por Peter Moon especial para o IDG Now!
Publicada em 04 de maio de 2007 às 18h11
Atualizada em 08 de maio de 2007 às 13h56
São Paulo - Enquanto um enxame de aeronaves não-tripuladas patrulha os céus do Iraque, o Pentágono desenvolve sua 1ª geração de bombardeiros-robôs
Israel foi a primeira nação a empregar aviões de reconhecimento não-tripulados, ainda em 1982, nos céus do Líbano. As Forças Armadas dos EUA não perderam tempo e na década de 90 a DARPA, agência de pesquisas do Departamento de Defesa, começou a investir pesado no desenvolvimento dos chamados veículos aéreos não-tripulados (UAVs). O primeiro exemplar foi o Predator, da General Atomics, que entrou em operação em 1997 e no qual o Pentágono já investiu 1,2 bilhão de dólares. Trata-se de um jato com envergadura de asas de 15 m que opera numa altitude máxima se 15 km, bem acima dos aviões de carreira.
> Veja as fotos dos aviôes-robôs
O segundo representante desta nova categoria de aeronaves robôs que entrou em ação foi o Global Hawk, da Northrop Grumman. É um bicho enorme de 11 ton, com envergadura de 40 m e velocidade de 650 km/h para voar a 20 km de altitude.
É um espião projetado para fornecer em tempo real imagens em alta resolução do teatro de operações inimigo. E em abril de 2001 se tornou a primeira aeronave não-tripulada a cruzar o Pacífico num vôo sem escalas. Até janeiro de 2006, o Pentágono havia gasto 6,6 bilhões de dólares para desenvolver o Global Hawk, que está sendo adquirido pela Austrália e, na versão “EuroHawk”, pelo Bundeswehr, o exército alemão.
Mas o início do uso maciço de UAVs pelo Pentágono foi deflagrado na campanha do Afeganistão no final de 2001, e desde março de 2003 na Guerra do Iraque. Os números são secretos, mas sabe-se que existem hoje mais de 5 mil aviões-robôs em operação nos céus de Bagdá.
Eles são empregados pelo Exército, pela Força Aérea, pela Marinha e pelos Marines, em versões diferenciadas, e tamanhos que oscilam de um pequeno aeromodelo lançado manualmente passando por modelos maiores que são catapultados ao espaço, até chegar ao imenso Global Hawk, o falcão global, do qual a Força Aérea já tem mais de 50.
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